Reformulada, Escola do Masp anuncia nova programação de cursos

Fundada em 1951, há quinze anos com o nome atual, escola já ofereceu cursos ministrados por artistas como Lasar Segall e Poty Lazzarotto

Fruto da ousadia do empresário Assis Chateaubriand, o Museu de Arte de São Paulo (Masp), inaugurado no fim dos anos 40, recebe todos os meses cerca de 56 000 visitantes, atraídos pelo mais importante acervo do Hemisfério Sul. Nas noites de segunda a quinta-feira, após o término do horário de visitas, quem toma conta do arrojado prédio criado pela arquiteta Lina Bo Bardi e onde o museu funciona desde 1968 são os alunos da Escola do Masp.

Fundada em 1951, primeiro como Instituto de Arte Contemporânea e há quinze anos com o nome atual, a escola já ofereceu cursos ministrados por artistas como Lasar Segall e Poty Lazzarotto. Teve ainda os maestros Isaac Karabtchevsky e Júlio Medaglia como alunos. No início, só uma parte das aulas dizia respeito às artes plásticas — havia também oficinas de música, gravura e fotografia.

Na última década, porém, quando o museu mergulhou numa espiral de dívidas, apenas cursos de história da arte passaram a ser organizados, com raríssimas exceções. Empossada coordenadora da escola em abril, a filósofa Maria Helena Pires Martins quer reverter esse quadro. “Nossa grade vai englobar todas as áreas artísticas”, promete. A programação do segundo semestre já inclui novidades como oficinas sobre arquitetura, história do cinema e de técnica vocal, ao custo de 450 reais cada uma (informações no site www.masp.art.br).

A reformulação da escola não é à toa. Ela deverá ocupar quase metade dos doze andares do edifício vizinho Dumont-Adams. Comprado em parceria com uma empresa de telefonia, o imóvel vai abrigar um centro de eventos, um restaurante, uma cafeteria e a administração do museu.

Com o novo anexo, uma área de 2 000 metros quadrados na sede poderá ser convertida em espaço permanente para exposições. O término da reforma, orçada em 15 milhões de reais, está anunciado para março de 2012. “Com a ampliação de nosso setor educativo, teremos outra fonte de receita, que nos ajudará a saldar nossas dívidas”, acredita Luiz Pereira Barretto, secretário-geral do Masp.

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