Conheça os sete cineastas mais elogiados do Indie 2012

Naomi Kawase e Apichatpong Weerasethakul estão entre os diretores que terão filmes exibidos no festival, que começa sexta (21)

Em doze edições, o Festival Indie imprimiu uma marca: os grandes astros do evento são diretores que, não muito conhecidos pelo público, se tornaram requisitados em mostras internacionais. Na seleção deste ano, que começa a ser exibida nesta sexta (21), o time de autores mostra-se especialmente forte. Serão apresentadas as novas criações de nomes premiados em Cannes (Apichatpong Weereasethakul e Brillante Mendoza) e do cultuado Charles Burnett.

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A seguir, conheça um pouco sobre os principais cineastas em cartaz no Indie deste ano, que segue até o dia 4 de outubro no CineSesc e no Cine Olido.

Aleksey Balabanov

Praticamente desconhecido no Brasil, o diretor russo é muito popular em seu país. Em 2008, ganhou um prêmio especial da imprensa no Festival de Roterdã, na Holanda. Neste ano, o Indie apresenta seus principais trabalhos em uma mostra retrospectiva. O destaque é “Irmão” (1997), que tem duas sessões: no CineSesc, no sábado (29), às 17h e no Cine Olido na quinta (4/10), às 17h30.

O diretor de cinema Apichatpong Weerasethakul

O diretor de cinema Apichatpong Weerasethakul

Apichatpong Weerasethakul

Apelidado simplesmente de Joe, o tailandês venceu a Palma de Ouro em Cannes com o enigmático “Tio Boonmee, que Pode Recordar Suas Vidas Passadas” (2010), o primeiro de seus longas a chegar ao circuito paulistano. Um dos traços mais elogiados do diretor de 42 anos é a capacidade de explorar temas transcendentais sem clichês ou excesso de sentimentalismo. Dele, a mostra exibe o média-metragem “Hotel Mekong”, exibido em Cannes este ano, fora da competição. Sábado (29), 19h, no CineSesc.

O diretor de cinema Brillante Mendoza

O diretor de cinema Brillante Mendoza

Brillante Mendoza

Enquanto contemporâneos como Apichatphong e Kawase optam por criar climas contemplativos e quase oníricos, o filipino segue o caminho do realismo duro e cortante. Vencedor do prêmio de melhor direção em Cannes por “Kinatay” (2009), ele foi homenageado com uma retrospectiva no Indie em 2009 e entrou no circuito de São Paulo com o drama “Lola” (2009). Desta vez, São Paulo poderá ver o aguardado “Em Nome de Deus”, coprodução francesa com Catherine Deneuve que competiu em Berlim neste ano. Sexta (21), às 16h, no CineSesc; Quarta (26), às 19h30, no Cine Olido.

O diretor de cinema Charles Burnett

O diretor de cinema Charles Burnett

Charles Burnett

Considerado um dos precursores do cinema independente norte-americano por realizar fitas assumidamente engajadas pelos direitos dos afrodescendentes. O reconhecimento é creditado sobretudo a “O Matador de Ovelhas”, que em 1981 ganhou o Prêmio da Crítica no Festival de Berlim. O longa integra uma retrospectiva do cineasta e passa no CineSesc no domingo (23), às 19h30, e no Cine Olido, no sábado (29), às 15h.

O diretor de cinema Kazuyoishi Kumakiri

O diretor de cinema Kazuyoishi Kumakiri

Kazuyoshi Kumakiri

Com doze títulos no currículo, o japonês começou no mundo audiovisual em 1997, aos 23 anos, e se destaca desde então. Em 2001, ganhou o Prêmio da Crítica no Festival de Berlim por “Buraco no Céu”. Na seleção que integra a programação do Indie, não perca “Kichiku: Banquete de Bestas”, filme realizado como trabalho de conclusão de curso de cinema, depois que terminou dolorosamente um relacionamento amoroso. O resultado mescla crítica política com bastante violência. No CineSesc, na sexta (21), às 20h20 e no Cine Olido, na quinta (27), às 19h30.

A diretora de cinema Naomi Kawase

A diretora de cinema Naomi Kawase

Naomi Kawase

Um dos nomes mais prestigiados do novo cinema japonês, Kawase deixou forte impressão em Cannes quando exibiu “A Floresta dos Lamentos”, vencedor do Grand Prix em 2007. O drama “Hanezu”, de 2011, também competiu e foi bem recebido na Mostra de São Paulo. Com um estilo que imprime uma pegada documental a enredos de ficção, ela marca presença no Indie com o média-metragem autobiográfico “Vestígio”. Sábado (22), 15h, e terça (25), 18h30, no CineSesc. 

O diretor de cinema Philippe Grandrieux

O diretor de cinema Philippe Grandrieux

Philippe Grandrieux

Ainda distante das telas brasileiras, o francês assina trabalhos em diversos formatos, como instalações, videoarte e ficção. No impressionante “Um Lago”, de 2008, mostrou um cinema de imagens trêmulas e câmera sempre grudada nos personagens. Ele volta à tela paulistana com o documentário “É Possível que a Beleza Tenha Fortalecido Nossa Determinação”, sobre o diretor e roteirista japonês Masao Adachi. Domingo (30), 19h, no CineSesc; 2 de outubro, 15h, no Cine Olido.

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