Com histórico fashion, bairro dos Jardins segue ditando moda

Sempre na vanguarda, as ruas e alamedas da região se tornaram alerta de tendências. Conheça a bossa fashion do bairro

As tendências de moda nascem a partir do momento em que várias pessoas resolvem adotar determinado estilo. E é nas ruas que se comprovam quais apostas de tecelagens, estilistas, criadores e influenciadores realmente foram acertadas e aceitas pelo público. Em São Paulo, o lugar perfeito para entender essa força é o bairro dos Jardins, que ganhou o status de Manhattan Brasileira nos anos 1980, título dado pelo Jornal da Tarde.

A história começa lá atrás, na década de 1960, quando a cidade ainda não conhecia shoppings. A Rua Augusta chegou a ser preparada com carpete para receber seus clientes para as compras de Natal – um luxo só. Passados alguns anos, o comércio migrou para outras ruas dos arredores, mais confortáveis para passear por serem mais planas, como a Oscar Freire.

A escolha da região para instalar as melhores lojas da cidade não foi por acaso. Desde que o centro de São Paulo deixou o glamour de lado, as lojas naturalmente mudaram para próximo de onde seus clientes mais tradicionais moravam. Os bons restaurantes, teatros e cinemas do bairro trouxeram consumidores em busca de entretenimento. As vitrines se tornaram uma atração à parte e, em pouco tempo, o bairro dos Jardins se tornou praticamente uma passarela de moda.

Ainda antes da abertura das importações, a grife Armani desembarcou na esquina da Rua Bela Cintra com a Oscar Freire para coroar a definição de “bairro das modas”. As peças eram produzidas no Brasil sob supervisão atenta do estilista italiano, já que não podiam ser importadas, e trouxeram o luxo para mais perto do cliente brasileiro. As calças de modelagem ampla e os blazers e casacos bege-acinzentados saltavam aos olhos de quem passava por sua vitrine. Não demorou muito e Louis Vuitton, Christian Dior, Gianni Versace e Ralph Lauren também fincaram suas bandeiras por aqui.

Hoje, mesmo com o avanço do e-commerce, o bairro continua em plena efervescência fashion. E já que os tempos atuais sugerem um estilo de vida mais low profile e valorizam a individualidade na hora de se vestir, o comércio da região respondeu à altura, com uma variedade de ateliês de novos estilistas para atender quem quer ficar em dia com o que há de mais contemporâneo na moda brasileira.

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