Caciporé Torres: roubo escultural?

Artista contesta sumiço de obra de sua autoria

Por mais de vinte anos, quem passava pela Rua Haddock Lobo, nos Jardins, entre a Alameda Lorena e a Rua Oscar Freire, deparava com uma estrutura de aço inox de 7 metros de altura situada na fachada do espaço que servia de galeria de arte e escritório do arquiteto Flavio Miranda, de mudança para a Avenida Paulista.

Há um mês, a peça foi retirada do local, o que provocou a ira do escultor Caciporé Torres, criador da obra, em cuja confecção diz ter gasto o equivalente a 450.000 reais. “Tinha cedido meu painel ao Miranda para enfei tar a loja, mas ele fechou o espaço e sumiu com a minha criação”, acusa. “Eu me senti violentado.” Irritado, Miranda diz que não lhe deve satisfações: “Comprei o painel e vou levá-lo para minha fazenda em Tatuí ou para minha casa em Ilhabela”, diz. “Então cadê o recibo?”, rebate Torres, que promete entrar com processo contra Miranda. Este, por sua vez, afirma que só mostrará o tal comprovante em juízo.

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