Bombas do volume morto naufragam no Cantareira após chuvas

Empresa já foi contratada para resgatar os equipamentos, que custaram 365 000 cada um

Duas bombas usadas para captar água do volume morto do Sistema Cantareira naufragaram na Represa Jaguari-Jacareí, em Joanópolis no interior paulista, após uma sequência de chuvas na região. Os temporais ajudaram a elevar o nível do manancial. O incidente ocorreu no fim de janeiro, quase um mês após o sistema deixar de operar na reserva profunda.

A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) responsável pela compra dos equipamentos e pela operação do Cantareira, chegou a abrir uma licitação no início deste mês para contratar uma empresa especializada para fazer o resgate das bombas, que custaram cerca de 365 000 cada uma.

O pregão acabou sendo cancelado depois que funcionários da própria companhia conseguiram retirar as bombas do fundo da represa, a maior do sistema, e de onde foi extraída a maior parte das duas cotas do volume morto entre 2014 e 2015. Segundo a Sabesp, os equipamentos não foram danificados e não houve prejuízo financeiro.

Após a estiagem extrema observada em 2014 e no início de 2015, o Cantareira voltou a receber um volume de água próximo da média histórica no fim do ano passado. Em janeiro, durante somente dois dias, o sistema recebeu 18% mais água do quem em todo o mês de janeiro de 2015, o mais seco em 85 anos de registros.

As bombas foram instaladas em 2014, primeiro ano da crise hídrica, para evitar o colapso no abastecimento de água da Grande São Paulo, onde 8,8 milhões de pessoas dependiam do Cantareira antes da seca. Cada uma consegue bombear até 2 000 litros por segundo de água armazenada abaixo do nível mínimo dos túneis de captação, o nível zero do sistema.

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Os equipamentos foram ligados pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) no dia 15 de maio daquele ano na Represa Jaguari-Jacareí e só foram desligados em 30 de dezembro de 2015, quando o Cantareira recuperou voltou a operar acima de zero.

Ao todo, mais de 30 bombas foram compradas para explorar os 287,5 bilhões de litros das duas cotas do volume morto durante um ano e meio, a um custo superior a 120 milhões de reais.

Segundo a Sabesp, esses equipamentos podem ser remanejados para outras operações, como na transposição da Represa Billings para o Sistema Alto Tietê, ou voltar a operar no Cantareira caso seja necessário usar a reserva profunda novamente.

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