Conheça o Batman que tem circulado pela capital em dezembro

Fã de quadrinhos e carros antigos, o mecânico Ivan Gregório dirige um batmóvel e faz participações em eventos beneficentes de Natal

No meio do trânsito normalmente penoso da capital durante o mês de dezembro, pelo menos um carro grande tem arrancado sorrisos dos demais motoristas. Dentro dele, com capa preta, máscara de morcego e uniforme cinza colante “estilo anos 60”, um Batman de carne e osso acena para os admiradores de seu batmóvel.

O veículo levou um ano para ser adaptado a partir de um Opala, a um custo de aproximadamente 10 000 reais. Tudo por iniciativa do mecânico Ivan Gregório, de 45 anos. Só neste mês, ele fez quatro passeios no carro, trajado à caráter, como o Homem Morcego.

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Na segunda (8), por exemplo, esteve no Instituto de Ortopedia e Traumatologia (IOT) do Hospital das Clínicas, em Pinheiros. Ele deu carona a um Papai Noel e a dupla distribuiu presentes às crianças internadas por lá.

“A maioria das minhas visitas ocorre em eventos beneficentes e, nesses casos, vou de graça, em troca do sorriso da criançada”, diz. Quando é convocado para animar festas infantis ou encontros promovidos por empresas, ele cobra cerca de 1 000 reais por quatro horas de desfile.

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A história do Batman paulistano começou há três anos, quando o mecânico apaixonado por carros antigos e histórias em quadrinhos decidiu investir na área de eventos. Primeiro comprou carros da década de 50 para transportar noivas a casamentos e depois começou a transformação do batmóvel. “Desde criança eu admirava esse super herói por seu caráter e por ser o mais humano de todos”, diz.

Nos últimos finais de semana, Gregório tem tirado seu “superesportivo” da garagem para entreter o filho Ivan, de 11 anos. O menino se veste de Robin e a dupla sai pelas ruas da Vila Formosa, na Zona Leste, onde moram, para passear.

Certa vez, decidiram almoçar em um self service e pararam o trânsito por lá. Entre fotos e acenos, Gregório coleciona histórias interessantes. “No meu colo, um menino que havia perdido o pai voltou a sorrir”, lembra. O mecânico diz se sentir, de certa forma, um super herói. “Em uma cidade tão difícil de viver, é bom trazer alegrias às pessoas.”

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