Atletas amadores buscam o profissionalismo do esporte

Anônimos gastam cada vez mais com acompanhamento especial de treinadores, nutricionistas e fisiologistas, além de pagar, do próprio bolso, viagens internacionais para participar de competições

Se uma parcela considerável de paulistanos quase empurra com a barriga, literalmente, a decisão de sair do sedentarismo, algumas pessoas fazem o possível para ajustar sua rotina pessoal e de trabalho a fim de continuar suando a camisa e encarando novos desafios. Esses amadores profis sionais podem ser encon trados em várias modalidades, do tênis ao alpinismo.

Além do preparo e das habilidades acima da média, eles se destacam dos demais pela disposição de não economizar para atingir seus objetivos. Contam com um estafe próprio de especialistas para orientá-los e avaliar sua evolução, como se fossem grandes astros dos campos, das pistas ou das piscinas. A equipe não se limita mais a um personal trainer. Ficou tão incrementada que pode incluir atualmente até nutricionista e fisiologista em certos casos.

+ Treino funcional está em alta nas academias

Todas as despesas saem do próprio bolso dessas pessoas, incluindo passagens e taxas de inscrição para participar de provas internacionais. “O esporte pode proporcionar uma qualidade de vida e uma sensação de alto-astral que nenhum remédio é capaz de oferecer”, afirma o cardiologista Nabil Ghorayeb, supervisor clínico do Sport Chec-up HCor, do Hospital do Coração, no bairro do Paraíso. Criado em 2004, o serviço realiza baterias detalhadas de exames em pacientes que encaram uma forte carga de exercícios. Atende cerca de 600 pacientes por ano, entre os quais 70% são diletantes do mundo das competições.

A procura no hospital por diagnósticos do gênero cresce atualmente a uma taxa de 10% ao ano. Interesse parecido é registrado em outros locais de referência nessa área na cidade, como o Centro de Medicina da Atividade Física e do Esporte da Universidade Federal de São Paulo. “Em geral, as pessoas com esse perfil que passam pelo meu consultório têm entre 25 e 45 anos, são extremamente competitivas e estão bem com a vida”, diz o fisiologista Turíbio Leite de Barros, coordenador da clínica. A seguir, acompanhe as características, a rotina e as peripécias de alguns dos viciados nesse tipo de adrenalina.

 

1/6
“Quando você faz a conta e chega à conclusão de que tem dentro da mala o equivalente ao preço de um carro, percebe que está contaminado" ( / Luciano Fernandes: Vida nas alturas)
2/6
Empresária adepta do triatlo treina cerca de 4 horas por dia ( / Vera Carletti Buffolo: malhação à 5 da manhã)
3/6
“Muitos me chamam de louco quando eu digo que não posso me juntar aos colegas, pois preciso treinar” ( / Érico Duarte: mesa-tenista de terno e gravata)
4/6
Luciana planeja, para um futuro próximo, encarar sozinha o Canal da Mancha ( / Luciana Akissue Teixeira: aventura pelo canal da mancha)
5/6
O médico radiologiasta concilia as atividades e ainda conquistou onze torneios, dos doze disputados no último ano ( / Tiago Tavares: dois empregos, treinos de tênis e academia)
6/6
Com casamento marcado para sábado (23), o casal não se desgruda, inclusive, nas corridas ( / Vinicius Stucchi e Renata Belber: amor a toda prova)
Comentários
Deixe um comentário

Olá, ( log out )

* A Abril não detém qualquer responsabilidade sobre os comentários postados abaixo, sendo certo que tais comentários não representam a opinião da Abril. Referidos comentários são de integral e exclusiva responsabilidade dos usuários que escreveram os respectivos comentários.

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s