Mesmo após tarifa baixar, protestos acontecem diariamente em São Paulo

Nesta quarta feira, dois atos estão marcados: um contra Marco Feliciano e outro pela CPI dos Transportes

O governador Geraldo Alckmin e o prefeito Fernando Haddad cederam aos protestos e baixaram as tarifas do transporte na última semana, mas as manifestações pelas ruas da capital – a exemplo do que acontece no resto do país – não cessaram. Nos últimos dias, foi marcado pelo menos um ato por dia e alguns outros devem continuar acontecendo. Para se ter uma ideia da dimensão e quantidade de eventos, segundo o Secretário de Segurança Pública Fernando Grella Vieira, em todo o estado foram no mínimo 50 manifestações nos últimos dias.

Nesta quarta-feira, por exemplo, há dois protestos marcados em São Paulo. A partir das 13 horas, um ato deve acontecer na frente da Câmara de Vereadores com o objetivo de pressionar a criação de uma CPI dos Transportes.  É o segundo protesto com essa meta nesta semana. O primeiro, que aconteceu na terça-feira (25) reuniu 30 pessoas do lado de fora da Câmara e muitos outros manifestantes participaram de uma reunião com os vereadores.

A partir das 17 horas, na Praça do Ciclista, deve acontecer outra manifestação, dessa vez contra a Cura Gay e o deputado Marco Feliciano. O ato está sendo chamado de “26-J: Grande Ato em São Paulo para derrubar Feliciano” e entre os organizadores estão movimentos estudantis e sociais, muitos dos que participaram das passeatas contra a tarifa.

Passe Livre

O Movimento Passe Livre (MPL) afirmou em sua página no Facebook que apoia a manifestação pela CPI dos Transportes. Na terça, uma das militantes do MPL, Mayara Vívian, estava na reunião com os vereadores. Em sua página na rede social, o MPL afirma que está na hora de abrir o que chamam de “caixa preta” dos transportes. “Vamos atrás disso com ou sem CPI municipal dos transportes, já que sabemos que, numa Câmara dominada pela prefeitura, a chance de pizza é grande.”

Na quinta (27), o MPL organiza no Viaduto do Chá uma aula pública sobre Tarifa Zero. O evento contará com a presença do ex-secretário municipal dos Transportes Lúcio Gregori e do professor Paulo Arantes, do Departamento de Filosofia da USP.

Agenda de manifestações marcadas pelo Facebook

Quarta-feira (26/06)

13h – 2º Ato pela CPI dos transportes (Na frente da Câmara dos Vereadores)

17h – 26-J: Grande Ato em São Paulo para derrubar Feliciano (Na Praça do Ciclista)

Quinta-feira (27/06)

17h- Aula pública: Tarifa Zero e mobilização popular (No Viaduto do Chá)

Sexta-feira (28/06)

17h – Segundo Manifesto contra o Ato Médico (Praça Roosevelt)

Sábado (29/06)

15h – Manifestação Fora Renan Calheiros (MASP)

Domingo (30/06)

16h – Quarto Ato Copa Pra Quem? – Pela desmilitarização da polícia (Vale do Anhangabaú)

Segunda (01/07)

17h – 1° Grande ato pela aprovação de três leis contra a corrupção (Largo da Batata)

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