A melhor e a pior peça de teatro de 2009

Críticos e repórteres de VEJA SÃO PAULO contam o que viram de bom e de ruim durante o ano

O MELHOR

No ano em que os diretores cariocas Charles Möeller e Claudio Botelho (A Noviça Rebelde, Beatles num Céu de Diamantes, Gloriosa e Avenida Q) aportaram na cidade com suas peças, a montagem 7 — O Musical foi o destaque. Subvertendo os contos de fadas, a irônica trama é centrada em Amélia (papel de Alessandra Maestrini, à direita na foto abaixo, com Zezé Motta), cujo destino

se cruza com o de seis mulheres, depois de ser abandonada por seu amor. Num cinzento Rio de Janeiro, a criativa história é costurada por dezoito canções de Ed Motta em uma encenação de

grande impacto plástico.

O PIOR

Formal, nada provocativa e fatigante. O clássico Maria Stuart, de Friedrich Schiller (1759-1805), ganhou inexpressiva montagem de mais de três horas pelas mãos do diretor Antonio Gilberto. Com um excessivo respeito ao texto, a encenação impediu que as atrizes Lígia Cortez e Julia Lemmertz imprimissem vida às rainhas Elizabeth I, da Inglaterra, e Mary Stuart, da Escócia, respectivamente. Uma pena. Essa dupla de personagens já fez a glória de Cacilda Becker,

Cleyde Yáconis, Renata Sorrah e Xuxa Lopes em versões anteriores.

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