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Postado em 03/08/2013 por Carol Pascoal | 1 comentário

Dia dos Pais: ingresso de show é opção de presente

Bruce Springsteen: apresentação no Espaço das Américas (Foto: Danny Clinch)

Pelo menos uma vez na vida evite dar um barbeador, um vinho, um tênis de corrida ou qualquer outra coisa “convencional” ao seu pai no Dia dos Pais. Com a agenda de shows da cidade aquecida, comprar dois ingressos para assistir a um artista na companhia dele pode ser uma boa opção de presente. Confira algumas dicas:

- Stevie Wonder veio ao Brasil nos últimos dois anos. Mas ele só se apresentou no Rio de Janeiro. No dia 14 de dezembro, o Circuito Banco do Brasil traz a lenda da soul music como principal atração. Também estão escalados Jason Mraz, Marcelo Jeneci e Criolo, entre outros.

-Após um intervalo de 15 anos, o Monsters of Rock volta com o objetivo de se tornar anual na agenda da cidade. Marcado para o dias 19 e 20 de outubro, o festival traz na programação: Aerosmith,Whitesnake, Ratt, Buckcherry, entre outros.

-Ícone roqueiro, Bruce Springsteen confirmou sua participação no Rock in Rio há alguns meses. Mas só na semana passada anunciou que também tem um data em São Paulo: 18 de setembro. Recentemente, uma revista americana apontou o show do artista como o melhor da atualidade.

-Ver Paul McCartney ao vivo é uma das experiências obrigatórias na vida. Ele veio ao país em maio, porém  não passou pela cidade. No dia 29 de outubro, Ringo Starr é que se apresenta no Credicard Hall. Pode não surtir o mesmo efeito de Paul, mas ainda assim é uma emoção ver um ex-beatle no palco.

-Shows nacionais também podem ser uma boa opção de presente. Caetano Veloso lançou, em 2012, o elogiado disco Abraçaço, que o colocou (novamente) em sintonia com o público jovem. Baseado nesse trabalho, o show que realiza no Espaço das Américas no dia 24 de agosto é igualmente valioso e uma boa opção de programa para pai e filho.

Postado em 02/08/2013 por Carol Pascoal | 3 comentários

Lollapalooza: Geo Eventos não realizará o festival em 2014

O festival: em outras mãos em 2014 (Foro: Fernando Schlaepfer)

O Lollapalooza 2013 foi encerrado com uma coletiva de imprensa na qual os organizadores confirmaram a edição do ano que vem. Recentemente, a Geo Eventos – responsável pela edição brasileira do festival – passou por uma reestruturação e desligou vários funcionários da equipe. Hoje, por meio de um comunicado, a empresa oficializou: não realizará o Lollapalooza em 2014.

Nos bastidores, há quem confirme que o evento estará na agenda de shows de 2014, mas aos cuidados de outra empresa de entretenimento.

Leia o comunicado:

“A GEO Eventos informa que não irá realizar o Festival Lollapalooza Brasil. A GEO pretende se concentrar na realização de eventos e atividades que tenham sinergia com demais negócios e marcas  das Organizações Globo.”

 

Postado em 01/08/2013 por Carol Pascoal | Comentários

Rapper paulistano Sombra libera disco para download

A capa do disco: download gratuito (Foto: Reprodução)

Quando surgiu à frente do grupo SNJ, nos anos 90, Sombra diversificou a cena com seu jeito irreverente de rimar. Versador habilidoso, o rapper de Guarulhos liberou hoje o download do segundo registro-solo, Fantástico Mundo Popular. Sucessor de Sem Sombra de Dúvida (2008), o álbum produzido por Marcelo Cabral e Daniel Bozzio caminha sem tropeçar por ritmos do sertão e da Jamaica. Participaram do registro os músicos Kiko Dinucci, Thiago França e Maurício Badé, além dos cantores Jorge Du Peixe e Rael.

Baixe o disco aqui.

+MC Sombra libera faixas na internet

Postado em 30/07/2013 por Carol Pascoal | Comentários

“Hoje Cedo”: ouça a nova música de Emicida

O rapper: disco será lançado em agosto (Foto: Reprodução)

Aos poucos o novo trabalho de Emicida começa a ganhar forma. Com lançamento previsto para agosto, o primeiro disco de estúdio do rapper ( ele já gravou dois EPs e duas mixtapes) teve duas músicas reveladas, no caso Zóião, que integra a trilha da novela Sangue Bom, e a densa e impactante Crisântemo, que teve o clipe gravado na ocupação Mauá. Agora, Emicida  libera mais uma faixa do álbum: Hoje Cedo.

Gravada em parceria com a cantora Pitty, a música pode ser ouvida no YouTube, mas também está à venda no iTunes. Durante a divulgação do show que fez ao lado de Criolo, Emicida falou sobre o novo disco: “Tive a oportunidade de entrar no estúdio, partir do zero e construir uma coisa que é mais do que freestyle. Sem querer desmerecer, já que vim daí. Nesse novo momento, tive o cuidado e a possibilidade de produzir e me influenciar de outra maneira. Antes eu fazia só com o sampler e agora faço como bem entender. Tenho o desejo grande de aproximar a minha poesia da poesia que o samba produz. Minha poesia tem se norteado por isso.  O ciclo é marcado por essa nova estética e busca de expressão que se  aproxima mais da poesia falada e do samba, mas não da maneira superficial de samplear ou copiar a melodia. É busca poética.”

Escute Hoje Cedo:

 

+ Confira o clipe de Crisântemo, a nova música de Emicida

+Criolo e Emicida falam sobre DVD e carreira

Postado em 30/07/2013 por Carol Pascoal | 1 comentário

Justin Timberlake lança clipe de “Take Back the Night”

O cantor: continuação do disco prevista para outubro (Foto: Reprodução)

Ainda estamos no meio do ano, mas –  sem medo algum – já é possível afirmar que  The 20/20 Experience, de Justin Timberlake, estará entre as primeiras posições da lista dos melhores discos de 2013 (se não a melhor). O êxito do trabalho, que se torna mais envolvente a cada “play”, tem uma sequência com lançamento previsto para 1º de outubro (e já está em pré-venda no iTunes). Das treze músicas da continuação, apenas uma já foi revelada. Trata-se do single Take Back the Night, que acaba de ganhar um clipe. Confira:

+Justin Timberlake lança clipe da música Mirrors

Postado em 29/07/2013 por Carol Pascoal | 1 comentário

Gaby Amarantos grava o programa “Gaby Gringa” no exterior

A cantora: programa estreia em setembro (Foto: Reprodução)

Tem sido (ainda mais) divertido acompanhar Gaby Amarantos nas redes sociais. Ela aproveitou a sua turnê no exterior para gravar o programa Gaby Gringa, que estreia 19 de setembro no canal Bis, do Multishow. A série inclui participações de Maria Gadú, Tulipa Ruiz e outros artistas que também estavam fora do país.Ao lado de Seu Jorge, por exemplo, a cantora registrou uma versão de Fogo e Paixão, de Wando.

Confira momentos divulgados por Gaby Amarantos:

Com Tulipa Ruiz em NY (Foto: Reprodução)

 

Com Maria Gadú em NY (Foto: Reprodução)

Com Emicida em NY (Foto: Reprodução)

Postado em 25/07/2013 por Carol Pascoal | 2 comentários

Ron Carter tem shows agendados no Tom Jazz

O contrabaixista: quatro sessões em setembro (Foto: Divulgação)

Em 2011, Ron Carter fez três shows esgotados no Sesc Pinheiros. No ano passado, foi a vez do Auditório Ibirapuera recebê-lo com lotação máxima em duas noites. A boa notícia é que o admirado contrabaixista americano, membro do quinteto que acompanhou o lendário trompetista americano Miles Davis, retorna à cidade em setembro. Ele se apresenta no Tom Jazz nos dias 24 e 25, sendo que serão duas sessões por dia.

Os ingressos (R$ 250,00) já estão à venda no ingressorapido.com.br

Saiba mais aqui

 

 

 

Postado em 20/07/2013 por Carol Pascoal | Comentários

Pirajá tem roda de samba com Monarco e outros convidados

Monarco: lançamento de disco no Pirajá (Foto: Divulgação)

Em 2004, o bar Pirajá organizou um show com Martinho da Vila, Moacyr Luz, Aldir Blanc, Monarco e Tia Surica no Tom Brasil da Vila Olímpia, que migrou para Santo Amaro e hoje é o HSBC Brasil. Após nove anos, a apresentação, que foi registrada, chega em CD. Intitulado Esquina Carioca – A Cozinha do Samba, o disco tem tarde de lançamento no sábado (27).

A partir das 13h, Monarco, Tia Surica, Moacyr Luz, entre outros convidados, comandam uma roda de samba no Pirajá. O disco estará à  venda no local por 25 reais.

Postado em 12/07/2013 por Carol Pascoal | 2 comentários

O Banquete dos Mendigos e outros discos de 1973

No dia 10 de dezembro de 1973, no auge do regime militar no país, o cantor e compositor carioca Jards Macalé organizou um show no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. Participaram do evento, entre outros, Chico Buarque, Paulinho da Viola, Gal Costa e Raul Seixas. A ideia era celebrar os 25 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Durante a apresentação, que estava sendo registrada, artigos do documento eram lidos e o clima ficou tenso devido ao cerco montado pelo exército do lado de fora do espaço. A gravação resultou no disco O Banquete dos Mendigos, logo censurado. Apenas em 1979 a distribuição do álbum duplo foi liberada. Para lembrar os quarenta anos do LP, Jards Macalé recebe convidados em duas noites no Sesc Vila Mariana. Na terça (16), comparecem Zeca Baleiro e Walter Franco. Thaís Gulin e Jorge Mautner reforçam a escalação de quarta (17). Um sexteto faz o acompanhamento.

Confira outro discos lançados há 40 anos:

João Gilberto - João Gilberto

 

- João Gilberto – João Gilberto (1973): também conhecido como o álbum branco  - trata-se de uma referência ao álbum branco dos Beatles, de 1968 -, o trabalho essencial da discografia do precursor da bossa nova. Registrado nos Estados Unidos, traz Miúcha nos vocais de Izaura, além de composições de Caetano Veloso e Gilberto Gil: AvarandadoEu Vim da Bahia.

 

 

 

Tim Maia - Tim Maia

- Tim Maia – Tim Mais (1973): Disco que antecede a fase racional, Tim Maia (o quarto da carreira) ganhou as rádios como Gostava Tanto de Você e Réu Confesso.

 

 

 

 

 

 

Matita Perê - Tom Jobim

 

- Matita Perê – Tom Jobim (1973): o início das gravações desse disco foram no Rio de Janeiro, mas, insatisfeito com aqualidade técnica da época, Tom Jobim optou por registrar o trabalho nos Estados Unidos. Apesar de já ter sido lançada, em 1972, no Disco de Bolso, encarte do jornal O Pasquim, Águas de Março entrou em duas versões (português e inglês). Ana Luiza e Crônica da Casa Assassinada também integram a obra.

 

 

 

Elis - Elis Regina

 

 

- Elis – Elis Regina (1973): Primeiro disco lançado após a separação de Ronaldo Bôscoli, Elis marca uma nova fase na carreira da cantora gaúcha, muito mais sofisticado. Entre as mudanças está a retirada da orquestra de cordas. Na lista, Agnus Sei e É Com Esse Que eu Vou.

 

 

 

Todos os Olhos - Tom Zé

 

 

- Todos os Olhos – Tom Zé (1973): o disco tem uma das melhores capas da música brasileira. A história é conhecida: em plena ditadura, Tom Zé driblou a censura e colocou um ânus na capa do LP. Mas logo após o lançamento, iniciou o período em que o baiano de Irará ficou no ostracismo.

 

 

 

Secos & Molhados - Secos & Molhados

 

Secos & Molhados – Secos & Molhados (1973): o disco de estreia do grupo teve uma tiragem inicial de 1500 cópias. A aparição da banda no Fantástico, contudo, despertou o interesse pela ousadia e transgressão dos integrantes. Uma nova remessa do trabalho, que lista Sangue Latino, O Vira e Assim Assado, precisou ser feita. Em um ano, 1 milhão de cópias foram vendidas. Dali sairia o nosso artista mais transgressor: Ney Matogrosso.

 

 

 

 

Novos Baianos F. C. - Novos Baianos

 

 

- Novos Baianos F. C. – Novos Bainos (1973): sucessor da obra-prima Acabou Chorare (1972), o LP ainda é reflexo do encontro com João Gilberto. O pop tropical do grupo, que a essa altura se mudou para um sítio em Jacarepaguá para viver em comunidade, resultou em Sorrir e Cantar Como Bahia, Só Se Não For Brasileiro Nessa Hora e Cosmos e Damião.

Postado em 06/07/2013 por Carol Pascoal | 2 comentários

Criolo e Emicida falam sobre DVD e carreira

Criolo e Emicida: show no Espaço das Américas (Foto: Ênio César)

Os trabalhos individuais de Criolo e Emicida romperam a barreira do rap e ficaram entre os mais representativos da música brasileira contemporânea. Quando eles se apresentam juntos, suas músicas ganham dimensões ainda maiores. Em setembro de 2012, subiram ao palco do Espaço das Américas para gravar um encontro em CD e DVD. A noite de lançamento rola no domingo (14) no mesmo lugar. Dirigido por Paula Lavigne, Andrucha Waddington e Ricardo Della Rosa, o registro foi feito por meio de quarenta microcâmeras espalhadas por todos os cantos, como os microfones e a plateia. O resultado é um vídeo dinâmico que reforça a urgência da poesia dos dois. A virtuosa banda de Criolo, que inclui Daniel Ganjaman (teclados), Marcelo Cabral (baixo) e Thiago França (sax), acompanha os cantores em Dedo na Ferida, Triunfo, Lion Man e Não Existe Amor em SP, entre outras. Confira a entrevista com Criolo e Emicida:

O trabalho individual de cada um tem muito valor, mas o show conjunto vai além e acumula conquistas. No aniversário de São Paulo, por exemplo, vocês foram responsáveis por levar o rap de volta ao centro da cidade. Como vocês veem a força dessa parceria?

CRIOLO: Não sou eu que dou força para o rap. É ele que me dá. O rap sempre foi forte, o que a gente vem fazendo é contribuir. Foi o momento que nós tivemos para dividir o palco e o restante aconteceu de forma natural.

EMICIDA: Quando tocamos nesse assunto, a gente fala de uma construção de anos. Tem uma base forte que foi sendo construída ao longo da minha carreira e do Criolo. Mas tem uma característica que é maior do que nós dois: o rap é a música oficial da cidade, mas nunca reconheceram isso. Todo o peso simbólico que teve o show do aniversário de São Paulo pôde ser visto pela energia. Foi uma resposta da periferia mesmo, as margens da cidade dizendo que elas são a cara de São Paulo. Muitas vezes a cultura do hip hop não aparece por causa do preconceito. Aquele foi o dia da resposta de um movimento que não nasceu ontem.

O show foi registrado por 40 microcâmeras (Foto: Ênio César)

Com a projeção que vocês tiveram nos últimos anos, algumas pessoas do meio criticaram o trabalho de vocês. Há quem alegue que falta contestar mais…

CRIOLO: Eu acho saudável que cada um se manifeste e dê a sua opinião. Isso só faz a gente crescer. Cada um tem a sua forma de se expressar.

EMICIDA: Quando as pessoas criticam a minha música com essa alegação, é crítica sem fundamento. Quem diz que não faço música de combate é porque falta interpretar melhor o texto. Tem gente que faz rap de maneira pura e tem gente que faz de maneira mais comercial. Eu tenho respeito por tudo o que é feito. Mas quando as pessoas dizem essas coisas, sinto tristeza por elas. Eu tenho certeza do meu caminho e da minha construção. A gente vive um momento em que discordar parece inteligência, mas nem sempre isso quer dizer que a pessoa entendeu do que eu estou falando.

CRIOLO, da primeira vez que nos falamos você disse que se questionava se ainda tinha formas como colaborar. Depois de dois anos trabalhando o disco Nó na Orelha, ainda tem esse sentimento?

 CRIOLO: Eu ainda tenho esse questionamento, porque tudo é efêmero. Amanhã sempre é outro dia. Por isso continuo do mesmo jeito. Depois de tudo o que aconteceu ao redor do disco, considero que só aconteceu porque foi resultado de um trabalho coletivo. Sozinho eu não teria conseguido. Só de poder dividir canções com as pessoas já é maravilhoso e grandioso. O que vai acontecer depois é depois, sabe? Se você andar no centro da cidade, de dois em dois minutos vai ver morador de rua e outras pessoas revirando o lixo pra procurar o que comer. A vida é dura e a minha ideia é poder dividir mesmo…

EMICIDA, desde o começo da sua carreira você levanta a bandeira de artista independente. Os seus clipes e a concepção do Laboratório Fantasma mostram um cuidado e uma profissionalização do negócio. Você se sente nessa responsabilidade de mostrar que trabalho independente é diferente de trabalho amador?

EMICIDA: Tem gente que combate essa ideia mais do que eu. As pessoas têm que encontrar parcerias de que não se arrependam. Eu consegui fazer de um jeito indenpendente. Dá mais trabalho e demora mais, mas me dá muito orgulho. A gente é muito vaidoso nesse negócio de clipe e sempre quer fazer coisas legais. Uma coisa é ser undergorund e outra é fazer algo mais ou menos. O meu trabalho tem menos distribuição do que o da Ivete Sangalo, mas isso não quer dizer que a qualidade pode ser pior. Tecnicamente a gente pode se manter próximo ou até superar o mainstream.

Emicida e Criolo: músicas dos dois no CD e DVD (Foto: Divulgação)

Com a receptividade que tiveram do público, vocês conseguiram dar visibilidade a outros artistas em que acreditam, como o Pagode da 27, no caso do Criolo, e o Projota e o Rashid, no caso do Emicida. Isso é uma prioridade?

CRIOLO: Isso sempre foi natural. O rap sempre foi assim. A gente divide as coisas que chegam na gente e as que são do nosso dia a dia. É um prazer poder apresentar artistas maravilhosos. Alguns são de agora e outros são mais antigos. Todo mundo está na rua fazendo a sua história e a sua construção.

EMICIDA: Não tem sensação melhor do que mostrar uma música para outra pessoa. Eu aproveitei a visibilidade que tinha na MTV, por exemplo, para dividir a luz com outros artistas que estavam fazendo coisas legais. Ter o programa lá fechou algumas portas pra mim, mas abriu muitas para o hip hop. Fico feliz de ter contribuído. Não faço isso de um jeito racional, faço pelo emocional mesmo. Como foi dentro de um programa de TV, mais pessoas foram atingidas.

A gravação do DVD parece encerrar um ciclo na trajetória de vocês. Como estão os próximos trabalhos?

CRIOLO: O ciclo só termina quando a vida acaba. É lógico que temos momentos, mas tudo está junto porque vem de você. Sempre vai existir o diálogo que parte da sua energia. Eu não paro de compor. Por enquanto, estou tranquilo quanto a isso. Como tem muita gente envolvida, não deixa de ser um trampo. Mas a ideia é que chegue o momento certo para dividir com vocês. Eu vou compondo. E se tiver coisas que não dão para juntar em um disco? Aí não faz o disco. Eu tenho que sobreviver e me comunicar. Cada cidadão faz a sua história dentro de um limite e de uma liberdade. Não dá para ser refém de um personagem. Precisa ter tranquilidade.

EMICIDA: O meu próximo disco já está pronto e já divulguei a primeira música, Crisântemo. Ela diz o que quero mostrar a partir de agora. Tive a oportunidade de entrar no estúdio, partir do zero e construir uma coisa que é mais do que freestyle. Sem querer desmerecer, já que vim daí. Nesse novo momento, tive o cuidado e a possibilidade de produzir e me influenciar de outra maneira. Antes eu fazia só com o sampler e agora faço como bem entender. Tenho o desejo grande de aproximar a minha poesia da poesia que o samba produz. Minha poesia tem se norteado por isso.  O ciclo é marcado por essa nova estética e busca de expressão que se  aproxima mais da poesia falada e do samba, mas não da maneira superficial de samplear ou copiar a melodia. É busca poética.

 +Confira o clipe de Crisântemo, a nova música de Emicida

+Rael libera novo disco para download gratuito

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