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Postado em 23/10/2012 por Carol Pascoal | 11 comentários

Show de Robert Plant demora a engatar, mas clássicos do Led Zeppelin garantem a noite

Robert Plant: roqueiro fez muito marmanjo chorar no Espaço das Américas (Foto: Stephan Solon)

Toda divulgação entorno da turnê de Robert Plant foi atrelada ao título “a voz do Led Zeppelin”. Sem dúvida o peso desta alcunha foi responsável por lotar o Espaço das Américas na segunda (22). Pais e filhos e grupos de amigos formavam um público que não parecia preocupado em conhecer (nem apreciar) a carreira-solo do vocalista. A oportunidade de ver/ouvir ao vivo alguma pérola do grupo inglês na voz de Plant – que hoje vacila, mas ainda soa brilhante – já seria satisfatório. Apesar de dispensar apresentações, às  22h, uma voz anunciou alguns atributos do protagonista da noite, como os seus cinco prêmios Grammy. Vestido com uma camiseta de manga longa roubada  do armário de Freddy Krueger, o roqueiro rompeu o palco e iniciou o serviço com Tin Pan Valley e Another Tribe.

As músicas foram pouco celebradas pela plateia, que até então ainda estava agitada na tentativa de enxergar o astro. A euforia tomou conta do local pela primeira vez quando Robert Plant, acompanhado da banda The Sensational Space Shifters, executou Friends, do disco Led Zeppelin III. O roqueiro fez um breve regresso a suas raízes ao interpretar Spoonful, de autoria de Willie Dixon e registrada pelo lendário bluesman Howlin’ Wolf. Depois de Somebody Knockin (mais uma da trajetória solo), um dos principais clássicos do Led Zeppelin demorou para ser reconhecido pelos fãs. A faixa Black Dog ganhou uma nova versão, tornou-se bem mais suave (quase um pecado).

Ex-vocalista do Led Zeppelin: Going to California e Rock and Roll no repertório (Foto: Stephan Solon)

Outras referências resgatadas foram as de Bukka White e Tim Buckley, na ocasião representados por Fixin’ to DieSong to the Siren, respectivamente. Mesmo com a péssima acústica do Espaço das Américas e com um atraso do telão em relação ao som, o show sempre esteve sob o controle do cantor. Ele não precisou se esforçar muito, palmas e esporádicos “c’mon galera” surtiam o efeito esperado. O espetáculo teve momentos instrumentais até longos, onde o artista conseguiu explorar os ritmos africanos com os quais tem flertado no trabalho mais recente.

O show ganhou força do meio para o fim, quando o repertório engatou uma série do Led Zeppelin: Bron-Y-Aur Stomp , Gallows Pole, Ramble On e Whole Lotta Love. O bis foi o momento em que muito marmanjo chorou ao som de Going to California e, como Robert Plant se referiu, a “big one” Rock and Roll. Ele se despediu com um atá amanhã, já que tem mais um show marcado no local – para este ainda há ingressos.

Comentários sobre "Show de Robert Plant demora a engatar, mas clássicos do Led Zeppelin garantem a noite"

  1. laerte oliveira comentou em 23/10/2012:

    eu tive o privilegio de ter ido ao show ontem dia 22 no espaço das americas e constatar que o vocalista robert plant continua com um voseirao e arrasou principalmente no final quando canto rock and roll

  2. Renato Maddis comentou em 23/10/2012:

    Permita-me discordar de algum comentário do autor. Não sei sobre o show de”Sampa”, mas em “Belzonte” foi qualquer coisa de inacreditável! Não esperei os agudos de outrora e nem que o set list estivesse cheio de Led. Tenho acompanhado a carreira solo da Plant e já conhecia as músicas que tocaria nestas apresentações. Preciso dizer que vi um senhor de 64 anos cantando muito (tal qual se propôs a fazer). No tom que a sua idade possibilitava. Aliás, o que requer no mínimo extrema sabedoria. Saber impostar a voz é uma virtude dos bons cantores. Tive uma oportunidade única de ver, ali, pouco à frente, o meu querido “Tio Plant”, vocalista da maior banda de todos os tempos. Chorei ao ouvir Going to California. Pulei ao som de Ramble On e de Whole Lotta Love. Se ele cantasse “pirulito que bate-bate”, ainda sim seria um sonho!

  3. Mel comentou em 23/10/2012:

    Permita dizer Renato Maddis, que concordo em todos os níveis e endosso as suas palavras, assim como voce, também acompanho a carreira solo de Plant, Parabéns pelos seus belos comentários e por voce ser um fã totalmente a par do que rola com a carreira dele. E me permite um adendo a Carol Pascoal, sobre as camisetas listradas, elas fazem parte da etnia e cultura africana, momento este tão presente na fase atual do artista. abraços!

  4. Osvaldo Junior comentou em 24/10/2012:

    Não fui ao show, mas quem foi, preseniou o vocalista da maior e melhor banda de rock de todos os tempos. Um Mito, Uma Lenda….

  5. Orion telles comentou em 24/10/2012:

    Bendito seja Robert Plant
    Assisti o show pelo terra ontem, dia 22 e Irei a Porto Alegre dia 29.
    Quero ver o velhinho cantar seja la o que for, não interessa se tem musicas do Led ou não, Robert se basta, até berrando é bom, digo, o melhor. É inteligente a não se juntar com a velha guarda que só quer viver do passado.

  6. Ana Tércia Ferreira comentou em 24/10/2012:

    O show não demorou a engatar. O show simplesmente foi diferente do que a maioria esperava. O tempo é implacável e ver se repetir o Led Zeppelin ao vivo em 2012, não dá. O Sr. Robert Plant brilhou ao seu novo estilo e deu algumas amostras de um vulcão adormecido. Mas quando eu fechava os olhos e ouvia aquela voz…uma reação espontânea de agradecimento vinha do fundo da alma e me fazia arrepiar. Simplesmente demais.

  7. cleibson fonseca comentou em 24/10/2012:

    OI GALERA ACABEI DE CHEGAR DO SHOW NO ESPAÇO DAS AMERICAS DIA 23/10/2012, e presenciei o melhor vocalista de rock de todos os tempos para mim é uma HONRA, ver que o velho Roberto Plant continua com um voz de outro planeta…….é o melhor…….isso eu vou contar para meus futuros filhos e netos……..simplesmente demais……quase chorei…………foi um presente de aniversario ja que nesta sexta feira proxima estou ficando mais velho………..agradeço a Deus por Robert Plant ter vindo cantar aqui em Sampa…..esse show vai ficar para história………….
    3

  8. Fernando plaza comentou em 24/10/2012:

    A Prova definitiva o mito e realmente fantástico insuperável, valeu cada centavo ver a lenda

  9. Renato Maddis comentou em 24/10/2012:

    Valeu o endosso, Mel! Eu sou mesmo um fã do Led, claro! Mas eu me considero meio “pesquisador” quando o assunto é música. Quero ouvir novos cantores. Não sou do tipo nostálgico não! Alguém certamente vai dizer que não tem nada de bom hoje, e discordo disto também! Acho que só estão procurando é no lugar errado. Rádio e televisão, nós não temos mais mesmo não!
    Acho que mostrou coragem o Robert Plant ao vir aqui e mostrar suas músicas preferidas, suas influências. Se ele não se permitisse experimentar, não teríamos recebido o presente chamado No Quarter. Quem não acha este DVD o máximo? Tem toda uma “linha marroquina ou egípcia” e, no entanto está na prateleira de todos. Se bem que talvez tenha alguém que não gostou da participação daquela egípcia em The Battle of Evermore: “Eu acho que tinha que ser a Sandy Denny!” (vão dizer). Ela morreu meu caro! “Também acho que ninguém substitui o J. Bonham”. Dizer o óbvio!
    Ocorreram falhas de organização aqui em BH também (na verdade sou de Viçosa – MG), mas nada que ofuscasse o valor da apresentação. Tô com a maioria. Excelente apresentação e bela camisa de “Freddy Krueger” ele usou aí em São Paulo. (rsrsrs)
    Um abraço a todos.

  10. anaterra comentou em 24/10/2012:

    Estive no show do dia 23 …é um privilegio e uma honra ver Robert Plant.
    Concordo com os comentarios postados..mesmo cantando” batinha quando nasce…” este homem é fantastico, visionário, voz assombrosa, rockeira …talvez um pouco gasta pelos excessos de quem viveu tudo o que viveu..Quem não viveria assim sendo o bandleader da maior banda de rock que o mundo ja conheceu???Toda honra e toda a gloria ao Sr. Robert Plant! Fui e vou quantas vezes eu puder…ele é uma obra de arte andando sobre o planeta!!

  11. LUIZ 21/11/12 comentou em 21/11/2012:

    O LED SEMPRE ESTE A FRENTE DO SEU TEMPO E EM CADA DISCO APRESENETAVA INOVAÇÕES, NAVEGANDO POR TODOS OS RITIMOS E CULTURAS PELO MUNDO AFORA, NÃO FICANDO EM REPETIÇÕES, CADA DISCO TEM ESSA MISTURA.
    ROBERT PLANT É O LED E SUAS MÚSICAS ATUAIS BUSCAM NAVEGAR PELA CULTURA MUNDO A FORA,

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