Uma das reportagens mais acessadas nas últimas semanas aqui no site comentava o casamento de Fabiana Justus, filha do empresário, publicitário e apresentador Roberto Justus. Estimava que a festa custaria algo em torno de 800.000 reais. Não quero entrar na questão de quanto foi exatamente, nem dar pitaco sobre o quanto a moça em questão deve ou não gastar.

Noiva sai de limusine a caminho do altar: casamentos chegam a custar de 800 a 1.000 reais por pessoa (Foto: Jupiterimages)
É sobre bodas de proporções menores que eu gostaria de falar. E do quão caras elas podem custar. Fico passada (aliás, passada é pouco!) quando vejo notícias de casamentos que custam de 800 a 1.000 reais por pessoa. Ou seja, que uma festa considerada até modesta, de aproximadamente 300 convidados (não aqueles megaeventos), pode custar 300.000 reais — o equivalente a um ótimo apartamento de três dormitórios.
+Filha de Roberto Justus fará casamento de 800.000 reais
Aí muita gente fala: “Mas não dá para fugir disso! São os preços. Hoje está tuuuudo assim.” Discordo. Lógico que dá para não aderir nem compactuar com o cartel em que se transformou o ramo de empresas ligadas a casamentos. Ocorre que todo mundo quer sempre o “está usando” ou a grande novidade do momento. E, pior: ninguém quer pôr a mão na massa. A mãe da noiva quer contratar alguém que pense tudo por ela, a noiva idem — as duas limitam-se a receber (ou, no máximo, visitar) fornecedores pré-escolhidos por consultores. Nem pensam em sair a campo pesquisando alternativas. Aí fica difícil mesmo. É muito confortável contratar alguém para cuidar de tudo? Sim. Mas tenha em mente que isso significará custos bastante altos. Conforto raramente sai de graça.
Mesmo quem tem um orçamento apertado fica com medo de ousar. Pois eu digo: ousem. Há lugares lindos — além dos bufês tradicionais, que cobram o olho da cara. Há vestidos sensacionais que podem ser alugados por um dia em vez de comprados para depois serem destruídos (como agora é moda). Falando de detalhes menores: o buquê pode ser caseiro, arranjado por alguém com talento, o bolo idem, a decoração não precisa ser um cenário. Mas as pessoas preferem comprometer o orçamento dos próximos anos e, muitas vezes, todo um começo de vida a parecerem que não estão “na moda”. Então tá…
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Já li todos os posts e nossa, como corcordo com tudo!
Parabéns!
Obrigada por uma matéria sensata. A boa recepção não está diretamente vinculada ao custo da festa. Mas dá um certo trabalho planejar uma festa bonita e agradável enxugando o orçamento. Só mesmo com muito amor, paciência e bom gosto.
São todas estas dicas?!
A matéria chama a atenção na capa,
mas muito incompleta! Tanto a explorar sobre este tema…faltou qualidade…
Que bom ler um artigo como este! Já estava até começando a acreditar que “não tem o que fazer…o preço alto mesmo”
Parabéns!
Adoro vc , sua elegância , sua objetividade e clareza.
Hoje vamos a um casamento e já sabemos tudo o que vai ter pq está tudo impessoal demais , correto demais. Até as fotos parecem que foram estudadas antes. As noivas parecem que fazem uma personagem . Um casamentto é cópia do outro. A indústria do casamento inventa umas “novidades” e vende como se fosse uma tradição. A noiva fica preocupada com que as amigas vão falar e amiga de verdade quer mais ver a noiva feliz.
Claudia
Se custo de casamento fôsse a base para a felicidade o resto do mundo estaria triste. Cada um sabe onde pode ser feliz. Não precisamos de nada disso. Ser feliz custa bem menos. Parabéns por esse alerta a todos que amam e são felizes.
Beijos
Fico muito feliz em ver eese artigo.
Várias amigas minhas começaram a vida a dois endividadas pra arcar com a festa de casamento, o que acho um absurdo.
Quando resolvi casar, quis fazer algo simples, só um bolo e champanhe, e cansei de ouvir “mas não vai ter isso? Não vai ter aquilo? Mas TEM QUE TER!”
E tinha que explicar que não, eu não TINHA QUE TER banda ao vivo, nem jantar à francesa, nem tulipas. tinha que ter sim uma vida financeira saudável e uma confortável.
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