VEJA São Paulo

Fino Trato
  • Vizinhos penetras

    Postado em 17/05/2012 às 13:22 por Claudia Matarazzo | Comentários

    Convidados indesejados: dicas para fugir com classe (Foto: Thinkstock)

    Como fazer para evitar penetras em uma festa? Sempre dou grandes recepções informais em minha casa e alguns vizinhos indesejados insistem em aparecer. (Joana Silveira)

    Puxa vida, vizinhos penetras e indesejáveis são um mico e tanto! Como você diz que as recepções são informais, imagino que sejam o que os ingleses chamam de “Open House”, ou seja, abre a casa para quem aparecer.

    O fato de eles não se mancarem é grave, mais ainda porque você pelo jeito não tem o menor prazer em vê-los. Então, podemos ser ligeiramente indelicados, certo? Afinal, quem começou com isso foram eles, surgindo mais de uma vez sem serem convidados.

    + Etiqueta depois da festa
    + Pérolas ou diamantes?

    Para escapar dessa situação, sua atitude exige planejamento e cara de pau: designe uma amiga mais íntima ou alguém da família para ser o mensageiro (não pode ser você) e combine um motivo para o qual vocês dirão que estão se reunindo. Pode ser o aniversario de 109 anos da tia Cotinha (que está sendo aguardada a qualquer momento), o bota fora da sua amiga Suellen que vai morar na Antártica ou o chá de bebê da sua outra amiga que está grávida de trigêmeos e não aguenta ver muita gente que ela não conhece.

    Depois de tudo combinado, esse mensageiro vai se aproximar dos bicões como quem não quer nada e perguntar quem são. Independente da resposta, vão informar que essa é uma reunião em homenagem a x, y ou z e que eles terão de desculpar a indelicadeza, mas quem está organizando tudo nem é você (que está só cedendo a casa) e que a pessoa em questão pediu que só comparecessem os amigos dela, assim, que certamente eles compreenderão se ela pedir que eles deem licença e coisa e tal.

    O truque é esse mensageiro encaminhá-los para a porta enquanto fala. Mas, o ideal mesmo é que fique perto da porta o tempo todo para evitar que entrem.

    Como eu disse, eles é que estão errados e, embora todo esse expediente pareça muita mão de obra para evitar vizinhos mal-educados, garanto que a satisfação de retomar o controle da sua própria casa não tem preço.

    Tome coragem, experimente e ria por último!

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  • Abuse das sopas

    Postado em 14/05/2012 às 21:03 por Claudia Matarazzo | Comentários

    Sopa: boa opção até em reuniões com os amigos (Foto: Thinkstock)

    O inverno é a temporada das sopas. Período em que cumbucas e panelas fumegantes ganham mais espaço nas mesas. Mas, para os apaixonados pelo prato qualquer dia é dia e o clima mais frio é apenas um pretexto para tomar sopas mais quentes e fortes.

    Assim como os queijos e vinhos, as sopas também são boas pedidas para reunir os amigos. Todos podem participar da criação e degustação, além de conversar e matar a saudade.

    Um bom caldo – a base de qualquer sopa
    É isso aí. Mesmo que você use caldos prontos em pó ou tabletes, procure “temperá-lo” à sua moda, dando o seu toque. O ideal é o preparado em casa, de maneira artesanal. Embora leve um certo tempo, vale a pena. E é a base para receber legumes e verduras (como o caldo verde) ou outros ingredientes.

    + Finais merecem tempo
    + O Facebook e alguns reflexos

    Consomée
    Sopas e cremes são servidos em cumbucas ou pratos fundos e saboreados com colher. Existe, porém uma variação que pode deixar algumas pessoas na dúvida. É o consomée (pronuncia-se consomê). Ele pode ser tanto um creme mais ralo quanto um caldo simples. A diferença está na maneira como é servido: em vasilhas especiais (com duas abas laterais), e em pequenas quantidades – só como entrada para abrir o paladar.

    Assim sendo, quando é apenas um caldo, não há necessidade de colher e as pessoas tomam diretamente dessa xícara.

    Cuidado com o barulho!
    Coma com delicadeza, manipulando a colher de forma a pegar o alimento nas bordas do prato, onde ele se resfria um pouco. Não é o caso de assoprar o prato para esfriar.

    Pão ou torradas para acompanhar?
    Os dois. O pão vai bem em caldos mais leves e as torradas em cremes espessos. De qualquer maneira, o pão deve ser colocado em pedaços bem pequenos e aos pouquinhos, para que, ao “inchar” conforme é embebido pelo caldo, não transforme a sopa em uma gororoba.

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  • Necessidades acessíveis

    Postado em 09/05/2012 às 20:55 por Claudia Matarazzo | Comentários

    (Foto: Thinkstock)

    Para continuar no tema da acessibilidade, hoje vou tratar de assunto bastante específico, mas de suma importância. Em minhas viagens pelo Brasil acabo conhecendo os mais variados banheiros. Desde os de beira de estrada, passando por cafés e restaurantes até os de casas particulares e hotéis modernos.

    + Lançamento do livro “Maria de Rodas – Delícias e Desafios na Maternidade de Mulheres Cadeirantes”

    Acho incrível a enorme variedade de equipamentos, sistemas e engenhocas para atender a uma necessidade tão básica. Abrir a torneira pode ser uma gincana: há o pedal de água na parede, o pedal no chão, a de leitura ótica. Alguns vasos sanitários disparam a descarga assim que você entra. Em outras, mal você se senta e elas disparam a descarga: aliás, totalmente inadequado. No entanto, na maior parte desses banheiros, uma pessoa com um mínimo de deficiência estaria em sérios apuros.

    Lembrei-me, então, de Mara Gabrilli, minha amiga tetraplégica que me apresentou ao conceito do Desenho Universal, cujo objetivo é criar equipamentos adequados para a utilização de todas as pessoas.

    + Mara Gabrilli: uma mulher muito especial
    + Mara Gabrilli avaliou a acessibilidade das maiores casas de show

    Aqui no Brasil, graças a uma lei, hoje a maioria dos locais públicos tem uma cabine um pouco mais larga e com barras nas paredes. Mas não basta.

    É preciso que a cabine não seja constantemente usada como depósito de baldes e vassouras (mais comum do que se pensa) e que os espaços sejam realmente adequados.

    Pensar nisso e disseminar o conceito é importante. Mas o mais importante mesmo é cobrar e fazer notar aos responsáveis do local a falha. Que, em um momento de necessidade (com o perdão do trocadilho), faz toda a diferença do mundo.

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  • Transporte (quase) acessível

    Postado em 07/05/2012 às 21:23 por Claudia Matarazzo | 1 comentário

    (Foto: George Doyle)

    Em meu último post, falei sobre o lançamento do excelente livro “Maria de Rodas – Delícias e Desafios na Maternidade de Mulheres Cadeirantes” – que ocorre nesta quinta (10) no Museu do Futebol – e voltarei esta semana ao tema da acessibilidade.

    Há algum tempo um telejornal exibiu com orgulho uma matéria sobre os táxis para pessoas com deficiência. São carros adaptados para receber cadeiras de rodas e outros equipamentos usados por pessoas com mobilidade reduzida. Em São Paulo, dizia a matéria, a frota “chega a 36 veículos”.

    + Pesquisas mostram que centros esportivos não são acessíveis
    + Atendimento do SAMU de São Paulo ganha prêmio de qualidade

    Ora, acreditava que estávamos dando exemplo e puxando a fila no quesito acessibilidade. Talvez estejamos, mas não tanto. E digo o porquê. Em Fortaleza, participei de um Congresso sobre o tema, em razão do lançamento do meu livro “Vai Encarar? – A nação quase invisível de pessoas com deficiência”.

    Quando chegou a minha hora de falar, lá fui eu, munida de alguns números impressionantes e, orgulhosamente, mencionei a nossa frota de táxis acessíveis – exatamente como fez a desavisada repórter televisiva.

    E fiquei com cara de ovo ao ouvir a réplica de uma participante cearense: em Fortaleza, há 76 táxis acessíveis! Isso foi em 2010 e imagino que, de lá para cá, tenha até aumentado, ao contrário da nossa.

    Mas a questão não se esgota aí: é essencial equipar também a cachola dos cidadãos com mais sensibilidade! Para que cenas como as testemunhadas por outra colega jornalista não se repitam. Ao acompanhar o embarque de um cadeirante em um ônibus acessível, o motorista simplesmente informou que não tinha a chave para ligar o elevador. Quando chegou o segundo, havia a chave, mas o motorista não conseguia acionar o equipamento. Penosos minutos de espera e eis que os passageiros começaram um por um a reclamar: que tinham hora, que não podiam esperar a vida toda etc..

    É de amargar, não é mesmo? Precisamos de mais sensibilidade, mais tolerância e mais preparo para enxergar e conviver com a diversidade. Sem isso, não há equipamento que resista ou lei que seja bem interpretada.

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  • Maria de Rodas

    Postado em 03/05/2012 às 14:53 por Claudia Matarazzo | 1 comentário

    Capa do livro “Maria de Rodas – Delícias e Desafios na Maternidade de Mulheres Cadeirantes”

    Você já deve ter ouvido alguma amiga justificar as razões para adiar a gravidez. Os motivos podem ser os mais variados: vou esperar ganhar um pouco mais, quero ter certeza de que esse é o pai ideal, preciso de um apartamento maior, vou fazer primeiro a viagem dos meus sonhos… e por aí vai.

    As cinco personagens/autoras do livro “Maria de Rodas – Delícias e Desafios na Maternidade de Mulheres Cadeirantes” (Editora Tecci) podem até ter tido esse tipo de dilema, mas tiraram de letra. Suas vidas estiveram às voltas com questões muito mais difíceis, como o preconceito das pessoas e suas próprias limitações físicas.

    + Mariana Belém: uma mãe de primeira viagem
    + Ser mãe depois dos 40
    + Isabella Fiorentino, a mãe-mãe-mãe guerreira

    É impossível não se envolver com as histórias emocionantes narradas com um humor firme e inteligente neste livro. A identificação é imediata: é como se estivéssemos em uma roda de amigas compartilhando experiências. Todas são beneficiadas e muuuuuito!!

    Carolina Ignarra narra, por exemplo, a história de um voo para Buenos Aires. A atendente em terra insistia em querer colocá-la na primeira fila enquanto o marido e a filha Clara estavam na fila 12. Ao questionar sobre o motivo ouviu a resposta padrão: “Senhora, podem aparecer outras prioridades”.  Qual prioridade pode ser maior? – me pergunto.

    Flávia Cintra, jornalista guerreira, mata a todas de inveja ao falar sobre o filho. Mateus, ao ver a faxineira tentando tirar as marcas vermelhas deixadas em sua cama branca por esbarrões da cadeira de rodas da mãe quando vai colocá-lo na cama, disse: “Não é para tirar os beijos que a mamãe deu aí!”. Pode ser mais bonito?

    Enfim… você deve ler esse livro É inteligente, divertido, variado e leve. Mas é mais do que isso. É uma viagem obrigatória, como aquelas em que na volta pensamos: “Puxa, vi tanta coisa, aprendi outras tantas” e aí insistimos com os amigos para que façam o mesmo passeio.

    Faça. Ou melhor, leia (Ou ouça. O áudio do livro é excelente). E depois conte para todos.

    LANÇAMENTO DO LIVRO
    Quando: 10 de maio, a partir das 19h
    Onde: Museu do Futebol

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  • Finais merecem tempo

    Postado em 01/05/2012 às 15:13 por Claudia Matarazzo | Comentários

    (Foto: Thinkstock)

    Há mais de uma década, o ator Jeremy Irons terminou seu namoro de muitos meses com a atriz Isabelle Adjani por fax. Hoje, muita gente faz isso por e-mail.

    + Namoradinho é coisa de mulher pequena
    + Meu namorado terminou comigo pelo Facebook. Ele é um monstro?

    Na outra ponta, a artista plástica Marina Abramovic terminou seu relacionamento de 12 anos com o artista alemão Ulay com uma caminhada performática de nada menos de 2.500 quilômetros pela muralha da China. Só então se disseram adeus.

    A estreia de uma novela mobiliza uma numerosa equipe de profissionais durante muitos meses e, no capítulo final, somos brindados com acontecimentos que se atropelam uns aos outros. Nada de planos caprichados e figurinos exclusivos…

    Parece que estou misturando alhos com bugalhos – e estou mesmo. Mas chama a atenção o quanto as pessoas são capazes de investir em um relacionamento quando ele está no início e como simplesmente desistem de todo e qualquer esforço depois de passada a fase da conquista ou quando chega ao fim.

    Uma grande pena, uma vez que finais são importantes e devem ser vivenciados com mais intensidade para que deles possa emergir uma pessoa mais forte enfim.

    Papo zen? Nem tanto. Um desfecho mais limpo pode ser bastante doloroso, não nego, mas também pode cortar um bom caminho de purgatório, culpas e novos começos distorcidos.

    Finais merecem tempo, privacidade e uma grande dose de paciência para transformar o sofrimento. Pense nisso. E recomece qualquer novo projeto com mais poder, brilho e energia renovada.

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  • Conviver com harmonia: o grande desafio

    Postado em 26/04/2012 às 17:04 por Claudia Matarazzo | 2 comentários

    Jardim com trilha: surpresa agradável nos novos condomínios (Foto: Thinkstock)

    Recentemente fui apresentada a uma série de prédios de “alto luxo”. Normalmente desconfio desse tipo de construção, mas dessa vez fui agradavelmente surpreendida.

    + Ricas? Não sei onde
    + Não: o supremo luxo

    Nas décadas de 80 e 90, havia uma profusão de ambientes feitos para indivíduos que desejavam partilhar sua vida o mínimo possível. Era playground só para as crianças, sala de games para adolescentes, business center para os executivos e por aí vai.

    Agora a conversa é outra: os espaços devem ser integrados como conceito – ponto final. E o resultado é infinitamente mais agradável: jardins com trilhas, mesas para comer ao ar livre, orquidários e gazebos de leitura para jovens e adultos.

    + VEJA SÃO PAULO Luxo

    Foram abolidas as horrendas brinquedotecas e agora os pais aprendem a conviver com os filhos de verdade. E as pernósticas “cozinhas gourmets” hoje são substituídas por grandes e arejados “espaços de convivência” para acomodar até 20 comensais. Ainda no mesmo ambiente, há sofás e mesas de jogo espalhados de modo a integrar todos com conforto.

    Que bom que, aos poucos, as pessoas estão acordando para o fato de que luxo é conviver bem e com harmonia.

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  • Eles não querem cozinhar

    Postado em 24/04/2012 às 14:42 por Claudia Matarazzo | Comentários

    (Foto: Stockbyte)

    São cada vez mais raros os verdadeiros cozinheiros de forno e fogão. Aqueles que fazem um sanduíche ou um jantar para 30 pessoas com a mesma facilidade. É um ofício em extinção – mas quem sabe de ofícios hoje?

    Todo mundo só fala em carreiras, sem se dar conta de que é apenas um conceito volátil. Vale muito mais um talento, lapidado e consolidado ao longo dos anos, do que títulos que nada significam.

    Mas a imensa população de jovens não tem como saber disso. E, desavisados, encaram uma jornada de 12 horas em um barulhento cubículo de empresa de telemarketing com um fone de ouvido tatuado ao rosto.

    + Celebridades e milionários medíocres
    + Pecados fatais na entrevista de emprego – parte 1
    + Pecados fatais na entrevista de emprego – parte 2

    Se fosse apenas uma questão de preferência, não teria problema. Mas antes que me acusem de elitista, é importante lembrar que um cozinheiro ganha hoje pelo menos 3 vezes mais do que um atendente de telemarketing. No início da carreira, pois os cozinheiros também fazem carreira.

    Certo, o nome pode não ter o mesmo apelo moderninho. E há quem diga que cozinheiros sofrem o dia todo em pé, com o calor da cozinha etc. Mas nada que se compare a conversar com cidadãos sem rosto que falam com o atendente invariavelmente com má vontade.

    + Leia os os outros blogs de VEJINHA.COM

    Já um bom cozinheiro é capaz de desenvolver seu talento com requintes e em pouco tempo ser imensamente valorizado – afinal de contas é capaz de nos proporcionar experiências de prazer inigualáveis. Sem falar no fato de que podem ganhar muito ensinando a arte aos mais jovens.

    Mas, como disse, esse é um ofício em extinção. Melhor fazer um intensivão para aprender a estar falando ao telefone. Ou tentar a sorte no reality da vez.

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  • Recepção e…vizinhos

    Postado em 19/04/2012 às 14:50 por Claudia Matarazzo | 1 comentário

    (Foto: Jupiterimages)

    Cara Claudia, darei uma recepção em minha casa a partir das 19h. Lembrei que uma maneira elegante de não criar confusões com os vizinhos é oferecer um pequeno mimo com um cartão. O costume ainda persiste? (Ivy Farias)

    Se essa é a primeira festa que dará no apartamento, é mais um motivo para mostrar sua boa vontade e se apresentar (ainda que indiretamente) aos seus vizinhos.

    + Etiqueta depois da festa
    + Gafes à mesa – anfitrião trapalhão
    + Gafes à mesa – convidado sem noção

    Como acredito que não seja o caso de convidá-los, você pode dar um mimo aos que moram mais próximo. Antes da festa, vale um cartão simpático desculpando-se antecipadamente por eventuais transtornos. Depois, se possível, mande um prato com docinhos para os vinhos até dois andares acima e abaixo.

    Em todo caso, com ou sem mimo, se encontrar algum desses vizinhos logo depois da recepção, é sempre bom perguntar se chegou a atrapalhar. Mostra que você  está antenada e pensa no bem-estar geral.

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  • O Facebook e alguns reflexos

    Postado em 17/04/2012 às 14:46 por Claudia Matarazzo | Comentários

    Facebook: rede social também pode trazer frustrações (Foto: Thinkstock)

    Essa nova forma de se comunicar criada pelo Facebook tem consolidado inúmeras regras de etiqueta que são, na verdade, o mesmo código que já se aplica na vida real. Por exemplo, não se deve pedir a alguém para ser seu amigo mais de uma vez. Ou seja, mesmo na rede social é preciso ter noção se sua presença é ou não agradável.

    Isso é positivo, claro, mas não há só reflexos bons nessa história. Como se sabe, cada um posta somente (ou na grande maioria das vezes) suas melhores fotos, fatos e momentos – o que não raro gera ressentimento, inveja, ciúme e culpa naqueles assistem às atualizações incessantes.

    + Coisas irritantes que o Facebook herdou do Orkut
    + As dez redes sociais mais estranhas

    Depois de ver uma série de fotos de uma viagem pelo Caminho de Santiago de Compostela, uma colega minha ficou em parafuso e passou a questionar todas as suas escolhas de lazer. Ela não se conformava por não ter ainda se dedicado a essa missão.

    Há também quem entre em depressão quando, em casa em um sábado à noite, começa a seguir uns e outros e a se perguntar por que não está na rua ou na balada. Parece loucura, mas vem acontecendo mais e mais.

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    Por isso vou lançar aqui um desafio: façam menos atualizações. Quanta gente perde horas navegando e postando mesmices ao invés de curtir a companhia de namorado/a ou filho/a?

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