Postado em 31/05/2012 por Dirceu Alves Jr
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No escurinho do teatro com Roberto Alvim

Os atores Juliana Galdino e Caco Ciocler em cena do espetáculo "Amante" (foto Bob Sousa)

De tempos em tempos, o teatro paulistano produz alguns mitos. Gente de talento, sem dúvida, que começa a surpreender com montagens interessantes, desperta a devoção de uma parte da plateia e de uma parte maior ainda da mídia (mesmo que as duas não sejam tão grandes assim). Para ficar em casos relativamente recentes busco na memória os nomes de Bete Coelho e Leona Cavalli, atrizes de grande força cênica, que, na década de 1990 e no início dos anos 2000, foram fartamente elogiadas – merecidamente – e, hoje, trilham rumos não muito coerentes com a devoção do passado.

Uma unanimidade ronda, nos últimos anos, Juliana Galdino e Roberto Alvim. Ela, atriz de recursos indiscutíveis, já foi umas das prediletas de Antunes Filho. No palco, transmite uma tensão rara. É realmente fora da curva. O diretor e dramaturgo carioca Roberto Alvim baseou-se em São Paulo e, casado com Juliana, fundou a Cia. Club Noir. Juntos e ousados, eles firmaram um teatro de estética, conteúdo ambicioso e, muitas vezes, enigmático, que dá o que falar, mesmo para aqueles que não entendem muito bem suas propostas cênicas na penumbra. Provocação! Beleza. Teatro também é isso. Mas também é comunicação.

“Homem sem Rumo”, “A Terrível Voz de Satã”, “Pinokio” e por aí vai… Peças de teatro. Praticamente instalações. Talvez artes plásticas? Muito comum acabar a apresentação, e o público não entender que deve tomar o caminho de casa. Silêncio total. “Gente, o espetáculo acabou”, disse uma funcionária do Sesc cinco minutos depois de acabar uma sessão certa vez. Um casal sai do teatro e olha o cartaz. Lá está a foto de Juliana. “Era essa aqui a atriz?”, pergunta o homem. “Deve ser. Não enxerguei bem”, responde a mulher.

Com o ator Caco Ciocler, vieram “45 Minutos” e “A Construção”. Na opinião desse espectador, dois espetáculos que fazem valer o teatro. Provocativos, interessantes, cheios de subtextos, mas principalmente com um ator que bate de igual para igual com o encenador. Não seria esse o jogo? E agora está lá no palco do Centro Cultural Banco do Brasil a mais nova obra de Alvim, reunindo Juliana e Caco Ciocler, “Amante”. Inspirado na peça “A Amante Inglesa”, o autor e diretor recriou a trama da escritora francesa Marguerite Duras (1914-1996). Uma mulher comete um assassinato e corta em pedacinhos o corpo da vítima. Na tentativa de esclarecer o caso, um investigador (personagem de Bruno Ribeiro) conduz duas entrevistas, uma com o marido dela, Pierre (interpretado por Caco), e outra com a própria criminosa, Claire (papel de Juliana).

Uma grande história perdida e bons intérpretes robotizados. Só Alvim ainda não se deu conta. Se, em seus primeiros trabalhos, ele pareceu ousado e corajoso com encenações na penumbra e atores engessados, o resultado agora traz uma estética repetitiva e que desperdiça talentos. Juliana, grande atriz – de novo –, quase sempre ofuscada. “Comunicação a Uma Academia” foi uma exceção? Talvez eu seja crucificado. Talvez a função de Alvim e de Juliana me provoque e eu tenha me disposto a escrever esse texto por isso. Mas fico pensando… Será que ele principalmente não está se acomodando na chamada “região do mito”? Tomara que não. E da escuridão venha muita luz.

Comentários | Comente

  1. juliana galdino comentou em 02/06/2012

    oi dirceu! obrigada pela crítica. venho só pra dizer que sim, todos nós, queremos a mesma coisa…estamos todos do mesmo lado – lado B? trilhamos um caminho que não levará a lugar algum? talvez…talvez não! e é essa esperança íntima que nos mobiliza. às vezes aquilo que soa insuficiente é no fundo fruto de escolhas ponderadas em sofrimento e gozo intensos…’um filho feio não deixará de ser amado…’nosso “teatro” é feio. improvável. mas não é fácil (no sentido despreocupado, alienado). sei, intimamente, que uma humanidade dignificada e reinventada, por ela mesma, pra que a vida volte a ganhar contornos significativos é o que se espera entrever no recorte, na visão, de qualquer artista. não somos. estamos. não sabemos. nem queremos saber. a paisagem é maior que qualquer moldura imaginada… não sei se é virtude ou falha, já que nosso “instinto de preservação” é quase nulo, mas hoje, nosso desejo é maior que nosso medo e a nossa curiosidade é maior que as nossas certezas.
    enfim… achei bonito o que você escreveu. e responsável.
    estrearemos o projeto peep classic ésquilo semana que vem… apareça.
    abraço
    juliana galdino

  2. Marco Antonio Andre comentou em 02/06/2012

    Excesso de luz também cega. Acho muito mais interessante quando a luz caminha para a escuridão e ilumina apenas o que interessa de fato.

  3. Flávio Aquistapace comentou em 03/06/2012

    Texto que escrevi para AMANTE, do Club Noir.

    Aquele que perde é o mesmo que, no fim ou no princípio, escuta. Ele começa pelo sim. Porque ele precisa: a perda educa. Primeiro educa-se para sobreviver: sou pequeno e eles querem me matar. Depois se educa porque a vida é perda: perdem-se os dentes, perde-se a escuta, perde-se o tônus, nos despedimos de quem mais amamos. A vida é perda.

    O que perde a casa, fala. A que perde a liberdade – porque é impossível desfazer um assassinato –, pede para ser ouvida. No meio disso, o silêncio da morta.

    A fala é instável: como um corpo. Morta e porta, entre possibilidades restritivas, sutil presença só no final revelada, três monolitos em cena.

    Para cada fragmento – “mante ou menta” -, em cada parte, o total, por inteiro, conquanto se sofre – e sofre-se: enquanto se gravam – com ou sem o aparelho –, eles choram. Choram para tomar forma – o choro materializa a dor, transforma – como a água do lago, capaz de assumir o formato do seu espaço, com tudo o que tem por dentro de si. Eis viva a escuta, mesmo que moucos os ouvidos. Porque a vida interior se afirma, e se sabe que a audição vem, antes, de dentro: a escuta, dele, o homem, e nossa, na plateia, é o sim no começo. Mesmo quando se afirma a indiferença, “porque faltou luz”, “porque é lento”, “porque não tem nada para ver”. Ante a histeria, o sussurro. Num tom baixo, dito de perto, também mais presente. E então se pensa o que nunca se pensa. E se enxerga o que ainda não se viu – “eles não voltam para os aplausos, não entendi”.

    É sabido que uma escuta só acontece por consentimento. Com sentimento: dar sentidos à razão, à medida da escuta, posto que ela está onde acontece: na cabeça, pelo sentimento. Pensar dói. Pense na morte de quem se ama. Pense na morte de uma amante – ou a vontade de amar e basta -, posta no caminho – corpo alegre e silente -, para dissuadir desistências, validar pactos, construir casamentos, reafirmar conquistas, habitar uma casa, estar em si dentro de si mesmo; em suma, presente na escuta.

    Pelo Noir, o enigma permanece intacto, a opacidade luminosa, o lusco-fusco, a luxação dos sentidos se reafirmam íntegros; talvez existam respostas, contudo ainda a pergunta: e a cabeça, onde está?

  4. mARCELO BRANDÃO comentou em 04/06/2012

    sinceramente… existe um grande paradoxo no trabalho realizado pela dupla Galdino/Alvim: Privilegia-se o texto, mas qualquer texto montado, seja Pinter, Kafka, Duras, etc… parece uma outa coisa, pra não dizer uma não-coisa que na verdade é expressão rígida, formal e absolutamente vazia de sentido…um samba de uma nota só pouco inspirado e nada inspirador, a não ser para pessoas que realmente odeiem a vida e a si próprios. Outra questão: Será q p/se falar da “patologia” contemporânea e desumanização da sociedade é necessário um Teatro Desumano e patológico. Até quando se sustenta essa sagração do abismo sem emoção, racionalista e previsível? Juliana é uma atriz talentosa, mas gostaria de ve-la possuída, experimental de fato, e não submetida a uma razão e método tão masculinos no pior sentido. Em suma, não creio em um teatro TUMULAR!

    Marcelo Brandão

  5. roberto alvim comentou em 05/06/2012

    dirceu, alguns pontos (só alguns, porque estou sem tempo):
    - nunca fomos unanimidades, pelo contrário; sempre fomos alvo de ataques violentos, como o que o sr. marcelo brandão (?) escreve aqui (estamos acostumados com este tipo de queixa humanista, sempre a mesma, sempre norteada pelo mesmo tipo de reclamação ignorante – sim, sr. marcelo, nós eliminamos os afetos do teatro – procure entender porque isso o irrita tanto);
    - você, dirceu, nunca me considerou corajoso e ousado (como dá a entender em seu texto), pelo contrário: sempre desqualificou nosso trabalho, desde o princípio, por total incompreensão de nossas operações (e por total ignorância acerca da HISTÓRIA DA ARTE);
    - sim, meu trabalho é repetitivo, minhas peças são iguais: tão repetitivas e iguais e sem emoção quanto os quadros de mondrian. é o que posso oferecer ao teatro. e só eu posso fazê-lo.

  6. roberto alvim comentou em 05/06/2012

    cansado disso tudo. sempre a mesma coisa. sempre as MESMAS acusações, baseadas sempre no mesmo tipo de incompreensão e ignorância. porque nunca se ataca uma peça minha especificamente, não; estes ataques são SEMPRE contra todo o nosso trabalho. bem, aqui vai um AVISO para críticos e odiadores em geral (ao retirar os afetos do teatro, se ganha inúmeros inimigos, que te acusam de fazer um teatro racionalista (quando é justamente o contrário…); todos os humanistas (todos os que acreditam em uma ideia estabelecida acerca do ser humano e das chamadas “emoções”) passam a te odiar…): não esperem que eu mude, não. a coisa vai ficar cada vez pior. cada vez mais imóvel. cada vez mais escura. cada vez menos “afetuosa” (cada vez menos catártica, pq não estou aqui para alimentar a grande engrenagem da histeria coletiva). só me verão fazendo “peças de roberto alvim”, como j. pollock só conseguiu pintar “quadros de j. pollock”… não terão o (des)prazer de me ver dirigir uma peça que qualquer outro diretor poderia ter dirigido…

  7. Flávio Teixeira comentou em 05/06/2012

    Dirceu, o melhor que faço depois de ler sua matéria é fingir que não a li.
    grato!

  8. Mateus Barbassa comentou em 05/06/2012

    Dirceu, acabei de ler seu texto e só consegui pensar num texto do filosófo italiano Agamben:

    “Contemporâneo é aquele que mantém o olhar fixo em seu tempo, para perceber não as suas luzes, mas sim as suas sombras. Todos os tempos são, para quem experimenta sua contemporaneidade, escuros. Contemporâneo é quem sabe ver essa sombra, quem está em condições de escrever umedecendo a pena nas trevas do presente.”

  9. Juliana Galdino comentou em 05/06/2012

    Marcelo Brandão, veja… Você tem escolha. Escolha, então, trabalhos que reverberem os sentidos que você projeta. Paradoxo é você assistir todos os nossos espetáculos, saber que no próximo verá a mesma coisa e reclamar depois do que viu… Você gostaria de ver outra coisa? Pois bem, você tem escolha. Não estou pedindo pra você mudar. Não pedimos isso pra ninguém… Mas algumas pessoas esperam que a gente MUDE. Por quê? Isso sim se parece com ódio. Nós também fizemos uma escolha e a nossa soa a ódio? Da vida e de nós mesmos? Por quê? Outra: nunca falamos de patologias ou desumanização da sociedade em NENHUM dos nossos trabalhos! Nenhum. Também não falamos sobre sagração de abismo nenhum… O ponto aqui é linguagem, não criação de seita-do-fim-dos-tempos… O que aliás seria um papel perfeito pra qualquer atriz tomada, possuída…. Ainda assim, por fim, cada um tem o direito de fazer o que quiser. Nós também. Não perca seu tempo tentando ME convencer, ou ainda, SE convencer… Tem espaço pra todos nesta terra, amigo. Ou não?

  10. Diego Fortes comentou em 05/06/2012

    Sinceramente, não vejo nenhum paradoxo no trabalho da dupla Galdino/Alvim – que aliás, não são só os dois e sim uma companhia inteira desenvolvendo uma nova (ou outra) possibilidade para a linguagem teatral. Me assusta perceber que até em São Paulo, as pessoas ainda estão atrás de formas reconhecíveis, de reafirmações de suas certezas e quando se confrontam com algo que as desestabilizam (o que é um presente, hoje em dia) rechaçam essa obra e a simplificam: “absolutamente vazia de sentido”.
    A forma de trabalho do Club Noir, ao contrário, promove a expansão dos sentidos (sentido semântico e dos 5 sentidos também). Discordo em dizer que teatro é comunicação. Um bilhete é comunicação, um e-mail, uma notícia, um discurso… Teatro é experienciação. E como toda grande experiência, leva-se um bom tempo para processá-la.
    O rigor e o destemor do Club Noir são, para mim, inspiradores, sim.

  11. Thiago Adorno comentou em 05/06/2012

    “Ainda assim, por fim, cada um tem o direito de fazer o que quiser. Nós também. Não perca seu tempo tentando ME convencer, ou ainda, SE convencer… Tem espaço pra todos nesta terra, amigo. Ou não?”

    SIMMMM!!!!

  12. mARCELO BRANDÃO comentou em 06/06/2012

    Sim, claro que tem espaço p/todos nesta terra… na verdade, isso não existe, ainda mais no Brasil onde é evidente os bolsões de exclusão e o desperdício do talento de muitos que não se “enthurmam” ou se encaixam em determinado padrão – dentro deste ponto de vista passam a valer as violentas leis do nosso “mercado”. Portanto só posso respeitar todos os profissionais que, de uma forma ou outra, conseguem um modo de vender o seu peixe, seja fazendo telenovelas na Globo ou Record, seja criando um “pacotão” de peças muito semelhantes entre si, e disputando e/ou ganhando o “parco” volume de editais e espaços alternativos da cidade. Agradeço a atriz Juliana Galdino pelas gentis palavras, desejo-lhe muita “luz” – se esta não for possível no palco, que seja em sua vida!! Roberto Alvim, desejo-lhe sorte e a profunda escuridão estética almejada, só não acho justo vc julgar ignorantes todos aqueles q não gostam do seu trabalho. Para aqueles que ingenuamente acham que algo novo está sendo criando faço apenas um pequeno apelo: pesquisem no “google” um artista chamado Robert Wilson. E viva o espaço democrático do Teatro e da Internet.

  13. Pedro Silva comentou em 06/06/2012

    Adorei:-)

  14. roberto alvim comentou em 07/06/2012

    olha, marcelo brandão, seguiremos com nosso trabalho, sim, muito obrigado por seus votos, estamos inclusive estreando outras 15 peças este ano lá no CLUB NOIR (as 7 tragédias de ésquilo pelo FOMENTO e 8 peças brasileiras contemporâneas pelo MINC – procultura). quanto ao seu comentário sobre o bob wilson, francamente: se você não é capaz de ver a diferença abissal (de forma e sentido) entre o que ele e nós fazemos, então é um problema de ignorância, sim. ou de má fé. ninguém fez ou faz o que estamos fazendo. ninguém. goste ou não de nosso trabalho, a instância da singularidade, da diferença, é a tarefa a que nos dedicamos febrilmente há 6 anos. se quiser saber mais a respeito, o meu livro DRAMÁTICAS DO TRANSUMANO sairá em julho pela editora 7 letras. entreguei recentemente, inclusive, o texto impresso para o próprio bob wilson (a quem admiro profundamente, um artista que uso como exemplo, não como modelo), que ficou muito impressionado com os conceitos – novos/outros conceitos.

  15. roberto alvim comentou em 07/06/2012

    e outra coisa, marcelo beltrão, a última de minha parte, juro!: nós já fomos objeto de estudo pela revista sala preta, da usp, que dedicou uma série de artigos (de professores e pesquisadores brasileiros fundamentais) ao nosso trabalho (dossiê club noir, sala preta número 10); já escreveram sobre nós em publicações no exterior (em livros e revistas); estamos sendo convidados para os mais significativos festivais europeus de teatro, justamente por conta de nossa contribuição singular e inovadora; se fôssemos um arremedo do trabalho de bob wilson, isto não aconteceria, não é mesmo? ninguém (que se preze minimamente) se interessa por imitadores, marcelo. e quando vc recomenda que se veja na internet o trabalho do wilson, está supondo que só vc o conhece? está chamando todo mundo de ignorante, e nos chamando de falsários? tenha a santa paciência, cara… trabalhamos 24 horas por dia em nosso teatro, estamos conquistando nosso lugar com todo sacrifício, prazer e luta (contra cretinos de todo tipo). não seja bobo, todo mundo conhece bob wilson, rapaz… e todo mundo que tem 2 neurônios em atividade percebe a improcedência, a burrice e a maledicência contidas nesta insinuação. tola, malévola e, sobretudo, ignorante.

  16. Tatiana Bueno comentou em 07/06/2012

    O problema todo é exatamente a intolerância entre os iguais…

  17. mARCELO BRANDÃO comentou em 07/06/2012

    Ih, meu caro, por falar em Bob Wilson hoje em dia até os “bobs” de plástico, com sua formas e texturas, são matéria de teses e estudos profundos “uspianos”. E em tempos de vale-tudos e “dejà-vus” na arte contemporânea, ir pra Europa é excelente sintoma de que o peixe foi bem vendido e nada mais. A real relevância do vosso trabalho p/cultura e arte só o tempo concluirá. Eu prefiro os artistas mais inconscientes, que criam norteados pelo princípio do Prazer, e não ficam arrogando genialidades e “revolucionices” abstratas… mas aí é uma questão de gosto e preferência estética, de ordem sentimental e afetiva, coisas que não pertencem ao vosso léxico. Quando falei do Bob estava provocando uma analogia “ululante”, pois onde já vimos a complementariedade entre elementos plásticos, imobilismo e expressão do texto mais através do significante que do sentido? Além disto é muito fácil concluir que sem Bob Wilson não haveria a estética “revolucionária” do senhor Antunes Filho, e por consequência não haveria a linguagem “vocal” de Juliana Galdino, e por consequência não haveria Club Noir. Mas não posso deixar de elogiar e admirar a sua atenção e dedicação ao dialogar c/um pobre ignorante que não entende “lhufas” de nada, e com certeza terei o maior prazer em comprar seu livro. Daí, quem sabe, poderei ter uma melhor compreensão sobre o vosso Teatro. Grato!

  18. roberto alvim comentou em 07/06/2012

    suas reflexões são tão primárias, superficiais e equivocadas, marcelo, que eu não tenho nem por onde começar a refutá-las sem dar uma aula básica de história da arte e do teatro (mas isso eu não vou fazer aqui, pq sou pago pra dar aulas). não sei se vc é um artista, nunca ouvi falar de ti, mas vá construir alguma coisa, em vez de ficar falando mal de quem está trabalhando 24 horas por dia para configurar pensamento e obra em arte! realmente, a inveja e a frustração são um problema sério… sem mais (que tenho uma estreia amanhã)…

  19. mARCELO BRANDÃO comentou em 08/06/2012

    MERDA!!!

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