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Postado em 27/01/2012 por VEJASP | Comentários

“Precisamos Falar sobre o Kevin”

Por Miguel Barbieri Jr.

Tilda Swinton: relação de uma mãe com seu filho, um serial killer, em ''Precisamos Falar sobre o Kevin''

No drama, a diretora e roteirista escocesa Lynne Ramsay fez algumas alterações na estrutura do livro homônimo, sobretudo limando a narrativa em primeira pessoa presente no original. Nos primeiros minutos, a realizadora usa o vaivém do tempo, mas sem confundir o espectador. Dá para adiantar: no presente, Eva Khatchadourian (Tilda Swinton) vive acuada e está à procura de emprego. Sem marido nem amigos, ela encontra uma vaga como digitadora numa agência de viagens. Nas ruas, costuma receber olhares enviesados — isso quando não leva um tapa na cara de estranhos. Motivo: Eva é mãe de Kevin, preso por uma barbárie. A história, então, acomoda-se no passado para enfocar o começo de tudo. Casada com Franklin (John C. Reilly), ela teve Kevin e já o achava estranho ainda bebê. A criança (Rock Duer) era malcriada, turrona e não havia nela nenhuma ligação sentimental com Eva. Maiorzinho (e interpretado pelo ótimo Jasper Newell), ficou pior. Virou um menino dissimulado e provocador, porém esperto e inteligente. Aos 16 anos (papel do ator Ezra Miller), Kevin decidiu aliar sua rebeldia à crueldade. Por meio da soberba atuação de Tilda, compreende-se o andar sem rumo e o olhar vago da amargurada personagem. Contado de forma envolvente e liderado por uma estrela em absoluto estado de entrega, esse duelo psicológico provavelmente não deixará a plateia indiferente.

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Avaliação: ✪✪✪✪

Comentários sobre "“Precisamos Falar sobre o Kevin”"

  1. franklin comentou em 23/07/2012:

    Concordo com o Yoshi. As duas teorias podem coseixtir sem uma afetar de forma destrutiva a outra. Infelizmente a Veja tem uma repercussao (estou sem acentos, milhoes de desculpas) enorme e varias (pra nao falar quase todas as) vezes afirma categoricamente que a sua versao eh a verdadeira. E mais infelizmente ainda, em 99% dos casos querem de alguma forma diminuir a fe (com acento agudo) crista e provar por A + B que Deus nao existe, que o ser humano eh auto-suficiente.Sim, eu tambem sou crista e por isso fico indignada com esse tipo de reportagens, por outro lado eh bom lermos esse tipo de coisas para abrir nossos olhos para o que queremos ou nao acreditar, mas com um senso critico forte, obviamente, afinal nao podemos acreditar em tudo o que lemos por ai.Beijinhos ;)

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