Por Bruno Machado
O longa de estreia de Afonso Poyart, “2 Coelhos”, vai ganhar um remake em Hollywood. Por telefone, de Los Angeles, o cineasta comentou a notícia. “Os direitos do filme foram vendidos à Tango Pictures, e o projeto ainda está em estágio embrionário.”
+ “2 Coelhos”: jornada de justiça com roupagem pop
Poyart diz que deve assumir a produção executiva, mas não a direção da fita. “A ideia é fazer outro filme. No momento, a Tango está contratando roteiristas que vão dar um novo tratamento à história e à aclimatação para o público norte-americano.” A produção deve custar entre 10 e 12 milhões dólares. O filme original custou US$ 2 milhões.
+ Afonso Poyart: cajadada internacional
Na época de lançamento, em janeiro deste ano, o filme chamou a atenção pela trama intrincada, mas sobretudo pelos efeitos especiais considerados inovadores para o audiovisual brasileiro. No longa, Edgar (Fernando Alves Pinto) elabora um plano que envolve o traficante Maicon (Marat Descartes), um professor universitário (Caco Ciocler) e uma promotora de justiça corrupta (Alessandra Negrini). No remake, São Paulo, cenário do filme original, deverá ser substituído por Miami.
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Novos projetos
Poyart afirma ainda que as filmagens de “Vale Tudo”, cinebiografia do lutador José Aldo – cujo elenco contará com Malvino Salvador, Marat Descartes, e muito provavelmente, Milhem Cortaz – devem começar em agosto e a distribuição estará a cargo da Paris Filmes. O diretor se revezará entre São Paulo e Los Angeles, onde toca um projeto de outro longa que misturará cenas de ação com drama psicológico.
Por Miguel Barbieri Jr.

Nathalia Dill e Lívia de Bueno em "Paraísos Artificiais": história de amor envolta em drogas e raves
No Rio de Janeiro, Nando (Luca Bianchi) deixa a cadeia. Para saber o motivo que levou esse rapaz de classe média à condenação, o roteiro do drama Paraísos Artificiais retrocede quatro anos. Em Amsterdã, o protagonista vive um intenso caso de amor com a DJ brasileira Érika. Quando o enredo passa a focar nela, recua mais ainda ao passado para mostrar a relação da moça com Lara (Lívia de Bueno). Numa praia do Nordeste, Érika toca em um festival de música eletrônica, e as liberais namoradinhas experimentam drogas sintéticas. Desse ponto em diante, a história dá uma guinada. Em seu primeiro longa-metragem de ficção, Marcos Prado (do ótimo documentário “Estamira”) foi atrás de um argumento ousado. O filme, embora previsível, conjuga tragédias e romances em um engenhoso vaivém no tempo. Também de encher os olhos é a realização ritmada — seja por causa do balanço da trilha sonora, seja pelos lances novelescos da narrativa.
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Por Miguel Barbieri Jr.
Em dezembro de 2010, o diretor e sua equipe mais o antropólogo Terri Aquino e o sertanista José Carlos Meirelles encararam 500 quilômetros no Rio Envira a bordo de um barco. Saíram de Feijó, no Acre, em direção à fronteira com o Peru, numa jornada de três semanas. O objetivo era percorrer uma área onde vivem os índios das aldeias Majidá e Ashaninka. Na onda do longa-metragem “Xingu”, chega um documentário que faz um registro de uma região inóspita, habitada também por índios isolados, assim chamados porque recusam qualquer contato com a civilização. Estrela da fi ta, o articulado e enérgico Meirelles relembra casos curiosos, como o de um ataque no qual teve de matar um índio para se defender. Embora queira fl agrar imagens poéticas, o realizador acabando privilegiando as palavras. Esquece, assim, o cinema para trazer à tona uma atração de molde mais jornalístico.
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Por Miguel Barbieri Jr.
Os livros do autor americano Nicholas Sparks quase sempre ganham açucaradas adaptações para o cinema — talvez a única exceção seja “Diário de uma Paixão” (2004). Não foge à regra este drama romântico que pretende fazer de Zac Efron um ídolo de gente grande. Descoberto no seriado musical para adolescentes “High School Musical”, Efron, de 24 anos, encorpou, ficou musculoso e deixou crescer a barba para se livrar da cara de bebê. Continua, porém, atuando no piloto automático, prejudicando ainda mais uma trama que pede tensão de seu personagem. A história mostra a trajetória do fuzileiro naval americano Logan (Efron). Depois de servir no Iraque e voltar de lá atormentado, vai em busca de uma mulher cuja fotografia salvou-lhe a vida. Na área rural de uma cidadezinha, Logan a encontra. Trata-se de Beth (Taylor Schilling), dona de um canil que vive com a avó (Blythe Danner) e morre de saudades do irmão, morto na guerra. Sem revelar o motivo de sua chegada, o protagonista aceita trabalhar na fazenda. Consegue ganhar a amizade do filho da patroa e vira inimigo número 1 do ex-marido dela, papel de Jay R. Ferguson.
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Por Miguel Barbieri Jr.
Diretores da animação ”Tá Chovendo Hambúrguer”, Lord e Miller acertam a mão em seu primeiro filme com atores. O título foi extraído do seriado homônimo, que durou de 1987 a 1991 e marcou o início da carreira de Johnny Depp. Contudo, sai o drama policial e entra uma divertidíssima comédia cujos protagonistas, Channing Tatum e Jonah Hill, são também os produtores — o polivalente Hill, indicado ao Oscar de coadjuvante por “O Homem que Mudou o Jogo”, ainda foi roteirista. Embora sem nada em comum, os atores demonstram sintonia invejável. A trama tem início quando o bonitão Jenko (Tatum) e o nerd rechonchudo Schimidt (Hill) estão no último ano do colegial. Tempos depois, reencontram-se numa academia de polícia e tornam-se amigos inseparáveis. Depois de formados, conquistam o primeiro emprego como… guardas de um parque (!). Eles querem caçar bandidos, mas, para isso, precisam prender um criminoso. Infiltram-se, então, como adolescentes numa escola para identificar um traficante que fornece drogas aos alunos. Sem apelar para a baixaria, algo comum em fitas do gênero, o filme traz piadas engenhosas num misto de humor e ação na medida certa. Com Ice Cube e Dave Franco, irmão caçula do também ator James Franco.
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Por Miguel Barbieri Jr.
Proibido de filmar em seu país entre 2006 e 2011, por causa do drama “Summer Palace”, sobre os conflitos na Praça da Paz Celestial, o diretor chinês Lou Ye foi rodar na França este romance dramático. Na trama, Hua (Corinne Yam), uma estudante chinesa residente em Paris, recebe uma cantada de Mathieu (Tahar Rahim, de “O Profeta”). Esse rapaz monta barracas na feira, mostra-se grosseiro e acaba transando à força com a garota numa rua escura. Num misto de repulsa e desejo, Hua deixa-se levar. No dia seguinte, ela se mostra envolvida em um relacionamento marcado por ciúme e violência. Em comum entre eles, apenas o sexo. O enredo extrapola as diferenças culturais dos dois e foca a conturbada convivência, movida a silêncios, instintos e prazeres. Sob o ponto de vista de Hua, a fita ousa ao retratar uma personagem oriental cujas vontades muitas vezes prevalecem sobre a submissão.
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Foram divulgados os trailers de dois dos filmes mais aguardados para este ano. Trata-se de “O Espetacular Homem-Aranha” e “Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge”.
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A nova produção do herói aracnídeo, dirigida por Marc Webb, é estrelada por James Garfield, agora na pele do personagem que já foi de Tobey Maguire. A estreia está prometida para 6 julho.
Já “Batman: O Cavaleiro das Trevas” chega aos cinemas em 27 de julho, com o homem-morcego (Christian Bale) enfrentando o vilão Bane (Tom Hardy) e a Mulher Gato (Anne Hathaway). O filme é dirigido por Christopher Nolan, que já trabalha no próximo episódio da cinessérie, cuja estreia está programada para 2015.
Por Miguel Barbieri Jr.

"Conspiração Americana": drama de tribunal sobre o assassinato do presidente americano Abraham Lincoln
Na década de 70 não havia páreo para a beleza de Robert Redford. Galã de “Nosso Amor de Ontem”, ”Golpe de Mestre” e “O Grande Gatsby”, Redford se consagrou atrás das câmeras em 1981 — seu longa-metragem de estreia, “Gente como a Gente”, recebeu quatro prêmios no Oscar, entre eles o de melhor filme e direção. Sem abandonar as interpretações nem a liderança do Festival de Sundance, o ator dirigiu mais seis fitas, algumas delas fraquinhas, como “O Encantador de Cavalos” (1998) e “Lendas da Vida” (2000). O drama de tribunal “Conspiração Americana”, sua sétima empreitada, marca um dos melhores momentos de Redford no posto de cineasta. Trata-se de uma trama inspirada em um fato verídico e, embora se refira à história dos Estados Unidos, a romantização da realidade ganha apelos emocionais para qualquer plateia.
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Veterano da Guerra Civil Americana, o advogado Frederick Aiken (James McAvoy) tem uma batata quente nas mãos. Soldado da União, que venceu a guerra, ele precisa defender num tribunal militar uma partidária dos inimigos confederados. Ela é Mary Surratt (Robin Wright), dona de uma pensão onde, em 1865, se reuniu um grupo de conspiradores sulistas, entre os quais seu fi lho foragido. Eles foram responsáveis pelo assassinato do presidente Abraham Lincoln, do vice Andrew Johnson e do secretário de estado William Henry Seward. Mary pode ter tomado parte no complô e, se condenada, será enforcada. Com a opinião pública de olho e um júri de cartas aparentemente marcadas, teria alguma chance de absolvição essa mãe católica e de olhar inocente? Conduzida sobriamente, a empolgante narrativa não transforma a protagonista em heroína nem toma partido no julgamento. Deixa o espectador tirar a própria conclusão. O caso jurídico e sua personagem já haviam rendido produções irrelevantes. Redford e o roteirista James Solomon levaram anos até chegar ao ponto ideal, e a maturação só fez bem ao filme.
+ Onde assistir a “Conspiração Americana”
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Peter Greenaway é dono de uma dais mais curiosas filmografias já realizadas. Polêmico, o artista multitalentoso – além do cinema, Greenaway já se aventurou pela pintura, ilustração e projetos multimídia – em recente entrevista disse que o cinema 3D é uma “bobagem passageira” e que o cinema é uma arte morta. Em comemoração dos seus 70 anos, completados em abril, o Cinusp realiza a partir de hoje (2) uma retrospectiva com os mais significativos trabalhos do diretor galês.
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A mostra O Cinema de Peter Greenaway começa com “A Última Tempestade” (1991), adaptação do texto de Shakespeare, e conta ainda com títulos como “O Cozinheiro, o Ladrão, sua Mulher e o Amante” (1989), “O Bebê Santo de Macon” (1993), “O Livro de Cabeceira” (1996) e “Ronda da Noite” (2007), cujo lançamento brasileiro aconteceu diretamente no home vídeo.
+ O melhor do cinema na Virada Cultural 2012
Todas as sessões são gratuitas e acontecem até 18 de maio. Vale destacar também que o cineasta vem a São Paulo para participar do ciclo de palestras Fronteiras do Pensamento. Ele fala à plateia da Sala São Paulo no dia 8 de maio.
No próximo dia 19, o Bayern e o Chelsea disputam a final da Liga dos Campeões da Europa na Allianz Arena, na Alemanha. Para quem não pode conferir a partida pessoalmente, será possível assisti-la nas salas 3D UCI do Shopping Jardim Sul e Kinoplex do Shopping Vila Olimpia.
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Os ingressos custam R$60,00 e já estão disponíveis nas bilheterias das redes ou através do site do Kinoplex e do ingresso.com (para ingressos do UCI).
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