“Ato de Coragem”
Por Miguel Barbieri Jr.
Não estranhe as robóticas atuações nem a truculência bélica. A aventura tem um argumento curioso, mas sua realização descamba em um único propósito: louvar as Forças Armadas americanas. Os personagens são interpretados por militares reais e as ações, inspiradas em fatos verídicos, tiveram respaldo de instrutores durante as filmagens. Na trama, um grupo de elite da Marinha americana vai à Costa Rica para libertar uma agente da CIA, sequestrada por um contrabandista russo (Alex Veadov). Clichês? Vêm mais pela frente. Em seguida, os brucutus se dividem entre a Somália e a fronteira dos Estados Unidos com o México. Motivo: eles precisam encontrar um terrorista islâmico (Jason Cottle) que contratou uns filipinos muçulmanos para fazer grandes explosões em dezesseis cidades americanas. O roteiro não para em pé diante de uma barulheira sem limites e de um ufanismo que só, quiçá, os americanos consigam engolir.
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