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Postado em 18/10/2011 por Arnaldo Lorençato | 2 comentários

Picchi fecha as portas no Itaim

Picchi: depois de abrir uma trattoria na Vila Olímpia, fechou o restaurante com seu sobrenome, no Itaim, onde pretende montar no lugar uma casa mais simples (Foto: Mario Rodrigues)

Pouco depois de inaugurar a Trattoria Rosticceria Picchi no dia 12 de setembro, o chef Pier Paolo Picchi decidiu fechar o restaurante que leva seu nome no Itaim. O endereço refinado serviu sua última refeição no feriado de 12 de outubro.

Conversei com Picchi e ele revelou que o movimento andava devagar, bem diferente da trattoria, que já faz sucesso. “Decidi fechar e reformar o ponto. Voltarei no início do ano que vem, provavelmente em janeiro, com uma proposta mais simples”, adianta. “Acho que os clientes têm evitado lugares caros.”

O chef conta que terá a mesma pegada da trattoria, mas com um cardápio diferente. “Os preços serão mais razoáveis que os do extinto Picchi e o ambiente, informal.”

Gôndola refrigerada com tortas, massas e molhos: produtos frescos (Foto: Arnaldo Lorençato)

Passei pela trattoria neste fim de semana. Aproveitei para comprar alguns itens da rotisseria anexa. É muito bom o franguinho de leite aromatizado com alecrim, recheado de farofa e acompanhado de pequenas batatas assadas com casca. Vem embalado a vácuo e não é exatamente barato. Custa 34 reais, mas vale a pena. O chef também acerta no espaguete (45 reais o quilo).

Galeto de leite: perfumado com alecrim, recheado de farofa e acompanhado de batata (Foto: Arnaldo Lorençato)

Comentários sobre "Picchi fecha as portas no Itaim"

  1. Cláudio Gonzalez comentou em 18/10/2011:

    “Os clientes têm evitado lugares caros”. Sim. O problema é que quase não há mais lugares em São Paulo que não sejam caros. Rapaz, a vida dos gourmets está ficando muito difícil. Eu, pobre jornalista que ganho pouco mas não tenho dó de gastar com comida, costumava ir a seis ou sete lugares bacanas por mês. Agora, vou a dois no máximo. A grana não dá. Está tudo caro demais. Dia destes fui no Dona Onça. Três sandubinhas em mini-pão francês com sardinha, cebola e tomate me custaram R$ 22,00 + os 10%. Estavam gostosos, lembrou comida da infância. Daí resolvi fazer em casa: sardinha (da boa), cebola roxa, maionese, tomate e mini pão francês. Gastei R$ 4,30 para fazer seis sandubinhas. Ou seja, R$ 2,15 pela mesma porção, idêntica, do Dona Onça. Agora eu pergunto: a Janaína precisa mesmo aumentar 10 vezes o valor de custo para ter um lucro justo? E olha que na condição de comerciante, ela deve pagar menos ainda do que eu paguei pelos ingredientes. Está abusivamente caro comer em São Paulo.

  2. Sergio De Biasi comentou em 19/10/2011:

    Está cada vez mais difícil encontrar bons restaurantes a preços razoáveis em São Paulo. Prevejo que a maioria dos estabelecimentos que estão sendo abertos (e que não são poucos), terá vida curta caso esta situação permaneça. É uma pena que o Picchi, um dos raros bons restaurantes da cidade, tenha chegado a esta situação. Por outro lado, a decisão de abrir uma nova casa, com preços razoáveis e, espero, mantendo a qualidade que sempre teve, é louvável e deveria servir de exemplo.

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