Gloria Coelho rebate críticas ao filho Pedro Lourenço, autorizado a captar 2,8 milhões via Lei Rouanet

A estilista Gloria Coelho concedeu entrevista para falar da polêmica que envolve seu filho Pedro Lourenço. O estilista paulistano foi autorizado por Marta Suplicy, ministra da Cultura, a captar 2,8 milhões de reais em renúncia fiscal. O dinheiro será usado para ele apresentar duas coleções de roupas em Paris. A entrevista: Desfilar em Paris é […]

Gloria Coelho: em defesa do financiamento público para a moda (foto: Edu Lopes)

A estilista Gloria Coelho concedeu entrevista para falar da polêmica que envolve seu filho Pedro Lourenço. O estilista paulistano foi autorizado por Marta Suplicy, ministra da Cultura, a captar 2,8 milhões de reais em renúncia fiscal. O dinheiro será usado para ele apresentar duas coleções de roupas em Paris. A entrevista:

Desfilar em Paris é levar a cultura nacional para o exterior?
Sim. Mostra imagens do Brasil que é criativo, elegante, fresco, intelectual, excelente e que cria desejos, negócios, turismo e curiosidade. A criatividade tem um valor muito importante no mundo, porque traz um novo pensamento, uma nova ideia.

Desfilar em Paris custa muito caro?
Sim, mas pode trazer desenvolvimento e vender para o mundo inteiro. Desfilar no Brasil também é muito caro, mas você não vende para o mundo todo e o esforço é bem maior. O Brasil precisa fazer os projetos cada vez mais planejados e profissionais. Isso tem um custo e esse dinheiro reverte em beneficio social. Não podemos fazer os projetos de qualquer jeito, temos que seguir os padrões de intercâmbio mundial de qualidade.

A autorização do Pedro para captar recursos via Lei Rouanet não abre precedentes para outros estilistas fazem o mesmo pedido?
O Pedro, o Alexandre Herchcovitch e o Ronaldo Fraga ganharam o benefício. Os estilistas que conquistam um espaço internacional pela qualidade das suas criações e que são reconhecidos pelas elites da moda como grandes designers devem ter o mesmo direito ao incentivo público.

O estilista Carlos Miele desfilou em Nova York por muitos anos. Ele poderia também pleitear captação de recursos?
Carlos Miele teve alguns apoios da Abest, Abit, Apex e embaixadas. Agora ele vai poder continuar com uma estrutura definitiva. Os designers precisam fazer o seu trabalho, não podem ficar pedindo para uns e outros ajudá-los. Na Bélgica, se um estilista falar para o governo que tem um projeto novo, ele ganha investimentos. O governo ajuda o grupo belga a desfilar em Paris. Isso acontece também em países como o Japão.

Acredita que todos os desfiles de brasileiros no exterior deveriam ser financiados com dinheiro público? Por quê?
Porque essa verba é destinada na produção de filmes, livros, exposições… Por que não valorizar o artista brasileiro? O estilista francês Pierre Cardin teve somente uma exposição aqui no Brasil, que custou muito mais caro que os dois desfiles do Pedro e do Alexandre Herchcovitch. Por que não valorizar nossos artistas? Nós precisamos vender produtos originais, sofisticados e complexos. Isso é o verdadeiro desenvolvimento, para não sermos dependentes do petróleo e soja.

+ Balada chique Club A, de Amaury Jr., tem autorização para captar 5,7 milhões de reais

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