Que falta faz o Playcenter!

Já faz cinco anos que o parque foi fechado

Quem diz que parque de diversões é coisa pra crianças, realmente não sabe o que está dizendo. Adultos também gostam de se divertir. De sentir um frio na barriga cada vez que a montanha-russa ganha velocidade, de levar um susto ao se deparar com um fantasma num túnel escuro, ou de simplesmente passear por um local onde as pessoas riem e gritam de pavor ao mesmo tempo. O Playcenter era assim, um lugar mágico onde você podia ir com a família, com a namorada, com a esposa, com a vovó ou com a turma de amigos e todo mundo se divertia.

Veja também

Playcenter no ano da inauguração (www.playcerter.com.br/Divulgação)

Desde que foi inaugurado, em 1973, o Playcenter  se transformou num cartão-postal de São Paulo, um centro de diversões como a cidade nunca tivera. Um lugar imenso, com brinquedos até então inéditos no Brasil, diversas lanchonetes e até espaço para a febre da época, os fliperamas.  Dava pra passar o dia todo por lá, tantas eram as atrações. Sabendo disso, o parque lançou em 1975 uma promoção que se tornaria o conhecido Passaporte da Alegria, mais uma novidade no país, que permitia andar em praticamente todos os brinquedos pagando somente a entrada no parque.

Passaporte da Alegria (Acervo/Divulgação)

Os quase 40 anos de vida do parque foram a alegria de gerações. Como esquecer da Super Jet? Ela foi a primeira montanha-russa de aço do Brasil, que hoje em dia mais pareceria um passeio para crianças pré-escolares, mas nos anos 70 era a atração principal do lugar.

A montanha-russa Super Jet (www.playcenter.com.br/Divulgação)

O Playcenter teve brinquedos memoráveis desde sua inauguração. Quem teve a sensação de voar no brinquedo Enterprise?  E teve vontade de nunca ter subido no Barco Viking depois da primeira volta? E quando a Super Jet deu lugar ao Boomerang, uma montanha-russa curta, mas que fazia o mesmo trajeto duas vezes, sendo a segunda de marcha a ré? Quem se lembra da boneca gigante Eva, que simulava o corpo humano? O teleférico, o Cataclisma, o Cine 2000, o Concorde, a imensa Roda Panorâmica, a mulher macaco Monga…. são tantas lembranças!

A boneca Eva (www.playcerter.com.br/Divulgação)

E as Noites do Terror, então? Criada em 88, foi atração máxima do parque por muitos anos, ao ponto de pessoas irem ao parque exclusivamente para participar do show macabro que a cada ano era diferente.

Foi em 2012 que o parque fechou definitivamente. Já se vão quase cinco anos, e ele ainda faz falta. Somos todos órfãos do Playcenter! Outros parques surgiram depois, mais modernos, maiores e mais organizados. Mas, mesmo que estivessem localizados em São Paulo, não seriam como o Playcenter, que tantas histórias tem, que viu tanto acontecer nesses quase 40 anos, que tantas alegrias deu a tanta gente.

Comercial do Looping Star 1980:


Institucional do parque 1986:

 

 

Veja também
Comentários
Deixe um comentário

Olá, ( log out )

* A Abril não detém qualquer responsabilidade sobre os comentários postados abaixo, sendo certo que tais comentários não representam a opinião da Abril. Referidos comentários são de integral e exclusiva responsabilidade dos usuários que escreveram os respectivos comentários.

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s