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Vida boa

Vergonha de tirar a camisa faz comerciante perder 23 quilos

David Reges não se sentia bem com o seu corpo, era fumante e sedentário de carteirinha. Mas conseguiu, na raça, eliminar 23 quilos

Se você, assim como eu, está carregando a Arca de Noé nas costas, tamanha a culpa de ter enfiado o pé na jaca nesse final de semana, bem-vindo. Você chegou ao lugar certo. O blog Vida Boa traz hoje a impressionante história de um leitor que tinha vergonha do seu corpo, era fumante e sedentário de carteirinha. Mas conseguiu, na raça, eliminar 23 quilos. Ele tinha pouca grana, contou com a ajuda de amigos e da mãe que fazia suas marmitas religiosamente, todos os dias. Conheça a seguir a trajetória de David Reges, de 27 anos, um paulistano que há um ano e meio mora em Curitiba.

Em tempo, se você quiser me contar sua história, me mande um e-mail. O endereço está no fim desse texto. Um beijo, Chris Martinez.

“Eu me chamo David Ramos Reges, tenho 27 anos, sou paulistano, mas faz um ano e meio que mudei literalmente. Não apenas porque me mudei de Sampa para Curitiba. Mas simplesmente porque mudei de vida. Eliminei 23 quilos com foco, força de vontade e uma dieta equilibrada. Sempre, desde pequeno, tive problema de sobrepeso. Ao longo do tempo, na escola, no bairro, eu convivia com toda a sorte de preconceito em torno desse tema. Mas, confesso, não ligava muito. Eu me sentia bem do jeito que era e estava tudo bem.

O primeiro desconforto em relação ao meu peso foi durante uma viagem com os amigos. Não tinha a coragem de tirar a camisa. Percebi que aquela sensação me incomodava e, então, saquei que outras coisas me chateavam havia bastante tempo, com todos aqueles apelidos tradicionais de quem foge dos padrões: baleia, gordão etc.

Morei por 25 anos em São Paulo e confesso: nunca havia entrado em uma academia na minha vida. Era totalmente sedentário, só queria saber de curtir a vida sem me preocupar com a saúde e com o corpo. Acordava e meu café da manhã era refrigerante e salgados. No almoço, comia pratos enormes e à tarde mandava ver em uma confeitaria. Nem preciso dizer que, no jantar, a coisa se repetia. Meus amigos ficavam preocupados e diziam para eu me cuidar, porque, além de comer em excesso, tinha outro agravante: fumava muito – quase um maço de cigarro por dia.

Claro que as pessoas mais próximas me alertavam, eu era uma bomba relógio. Só que eu não dava bola.

Aos 17 anos, comecei a trabalhar em um posto de gasolina no período da noite. O que se tornou uma loucura – eu comia durante a madrugada, depois chegava em casa e dormia. E foi assim minha infância e adolescência: nunca tive controle e preocupação com saúde e alimentação. Até que meus pais saíram de São Paulo em 2015 para investir em um comércio de produtos naturais – veja só a ironia.

Eu ainda fiquei por um tempo em São Paulo com meus irmãos. Só que recebi a proposta de meu pai para trabalhar com ele e, então, no final de 2015, tudo começou a mudar. Passei a me interessar pelos clientes que vinham procurar produtos pra emagrecer, como chás e alimentos saudáveis. Aquilo passou a fazer parte do meu dia a dia.

No ano seguinte, me olhei no espelho e falei: “vou mudar”. Fazia algum tempo que eu me sentia meio pra baixo, deprê, feio. Não tinha toda aquela alegria que parecia ter. Surgiu, aí, a primeira vontade de ir a uma academia. E eu fui. Fiz a matricula e, no dia seguinte, comecei a ir. Só que tinha um problema: eu não sabia de absolutamente nada, foi a primeira vez na vida que entrei em um lugar desses.

Na minha mente, porém, só tinha uma coisa: a decisão e a certeza de eu queria mudar meu corpo. Na primeira semana deu aquela sensação ruim e até pensei em desistir. Mas minha vontade era mais forte, eu queria passar por cima de todos aqueles preconceitos. Pensava: “como é que eu vou mudar isso?”

Fui atrás de ajuda, contatei amigos que eram experts em esportes e me abri, pedi um help. Consultei uma nutricionista e, depois, recebi dicas valiosas do Henrique Amaral, que, embora não seja nutricionista, trabalha com esporte e manja de alimentação saudável. Os toques que ele me deu ajudaram bastante e, no começo, eu foquei em uma dieta de baixa quantidade de carboidratos (low carb).
Isso começou em fevereiro de 2016, quando também me aproximei do dono da academia, Dhenieer Moreira. Ele deu uma força porque viu o tamanho da minha vontade. Como é formado em educação física, me passou os treinos sem me cobrar um centavo, além da mensalidade da academia. Por dois meses, fiquei focado em treinos aeróbicos, intensos e pesados.

Ao fim do terceiro mês, vi a balança descer de 103 para 94 quilos. Ali percebi que estava realmente mudando, já tinha cortado todas aquelas besteiras e passado a me alimentar melhor, de forma saudável e com regularidade (de três em três horas). Vale ressaltar que a minha mãe, dona Maria das Graças, era quem fazia religiosamente a minha marmita saudável. Eram todos dias fazendo dieta bem regrada – de segunda a segunda. Eu vivi o ano todo de 2016 assim, da casa para o trabalho, do trabalho para a academia e da academia para casa.

Resisti a todos os convites pra baladas e jantare. Quando tinha churrasco em casa, às vezes eu me trancava no quarto, para não quebrar a dieta. Meu objetivo era me olhar no espelho e ver outra pessoa. Comprei uma esteira e deixei no meu quarto, pois eu acordava mais cedo e, antes de trabalhar, fazia uns 50 minutos todos os dias. E musculação toda noite.
Nem olhava muito no espelho, só sentia diferença pelas roupas que começaram a ficar largas. As pessoas começaram a dizer que eu estava secando e isso foi dando mais e mais força. Quando percebi, em setembro de 2016, eu já tinha conseguido parar de fumar e meus dias começaram a ficar mais produtivos: já não havia cansaço. E, hoje, graças a Deus, nem tosse eu tenho. Em dezembro do ano passado cheguei aos 76 quilos. Ou seja: já tinha perdido 23.

Finalmente chegou o réveillon e fiz uma viagem para a Ilha do Mel, no Paraná, e tirei a camisa! Foi a superação. Consegui emagrecer com saúde, sem remédios e ou uso de fórmulas mágicas. Hoje tudo flui bem, do meu trabalho à vida com minha namorada. Tenho prazer de viver, de me olhar no espelho e ver que me transformei por dentro e por fora. Espero que meu depoimento ajude muitas pessoas que estão nessa mesma busca. Um abraço, David Reges”

Obrigada David. Certamente sua história e sua conquista vão motivar muitas pessoas.

Em tempo: meu nome é Chris Martinez e sou a jornalista que escreve neste espaço. Se você tem uma história bacana, manda pra mim chrismartinez@butiquedeletras.com.br e pra me seguir @blogvidaboa_

Até a próxima!

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