O documentário perde uma boa oportunidade de explorar culturalmente o cancioneiro brega nacional. À deriva, o roteiro segue em duas direções: entrevista cantores emblemáticos, como Nelson Ned e Amado Batista, e busca romances de anônimos em Sergipe e Alagoas, que foram embalados por canções como Sonhos (Peninha), Vou Tirar Você Deste Lugar (Odair José) e Moça (Wando). Quase não há liga entre os assuntos. Se os depoimentos dos artistas se sustentam no óbvio, há algo mais caloroso e vivo nas histórias populares — surpreendem os casos do marido bígamo e das duas prostitutas que se casaram com clientes. Wando (1945-2012) e o egocêntrico Agnaldo Timóteo também dão pitacos sobre o tema. Presença mais duvidosa é a de Lindomar Castilho. Embora ícone brega (é dele Eu Vou Rifar Meu Coração), o cantor matou sua ex-mulher, Eliane de Grammont, em 1981, foi condenado a doze anos de prisão, cumpriu dois em regime fechado, dois no semiaberto e hoje ainda faz pose de macho ciumento. Estreou em 03/08/2012.
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Vou Rifar Meu Coração
Direção: Ana Rieper
Duração: 76 minutos
Recomendação: 14 anos
País/Ano: Brasil/2011
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1 de 3 Amado Batista: o cantor dá depoimento no documentário 'Vou Rifar Meu Coração' (Foto: Divulgação) -
2 de 3 Cartaz do filme 'Vou Rifar Meu Coração' (Foto: Divulgação) -
3 de 3 'Vou Rifar Meu Coração': documentário viaja pela música romântica brasileira (Foto: Divulgação)
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