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Resenha por Miguel Barbieri Jr.

 Entre o adorável O Fabuloso Destino de Amélie Poulain (2001) e este novo trabalho (em magnífico 3D), o francês Jean-Pierre Jeunet fez dois longas-metragens (Eterno Amor e Micmacs) que não agradaram. De volta à boa forma, o diretor enxuga o maneirismo estético e, inspirado no livro infantil de Reif Larsen, traz à tela uma história fascinante. Trata-se da saga de T.S. Spivet (Kyle Catlett), um menino de 10 anos do Estado de Montana, nos Estados Unidos. Filho de um fazendeiro de poucas palavras e de uma estudiosa de insetos, o garotinho tem um irmão gêmeo, uma irmã “aborrescente” e revela-se um prodígio nas invenções. Ao criar a roda do movimento perpétuo, ganha um prêmio do renomado Instituto Smithsonian. Quem lhe dá a notícia é a assessora do museu (papel de Judy Davis), que, do outro lado da linha, pensa estar falando com um adulto. Ignorado pela família, T.S. segue rumo a Washington, numa viagem cheia de aventuras e descobertas. Humor e emoção o acompanham na jornada, emoldurada por belas imagens do interior americano. Quem carrega a força e o encanto do filme, no entanto, é Kyle Catlett. Além de fofo e talentoso, o pequeno astro doma qualquer histrionismo de estreante e, bastante autêntico, cativa com uma atuação excepcional. Estreou em 6/11/2014.

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