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Resenha por Tiago Faria

Entre os tantos caminhos abertos pelo documentário brasileiro, poucos oferecem tantas armadilhas quanto o do registro em primeira pessoa. Como transformar, por exemplo, uma tragédia íntima em um filme abrangente? A diretora mineira Petra Costa, de 29 anos, passa no teste em Elena, seu longa de estreia, vencedor de quatro prêmios no Festival de Brasília de 2012: melhor documentário (segundo o júri popular), direção, montagem e direção de arte. A cineasta foi a Nova York para repetir uma viagem feita no fim da década de 80 pela irmã mais velha, Elena — na época, ela queria tentar a sorte como atriz. Não convém revelar quando ou como Elena morreu; afinal, quanto menos se sabe, maior o impacto. Apesar do excesso de cacoetes de fitas de arte (são muitas as cenas desfocadas, além da narração em off excessiva), Petra usa um rico acervo de imagens para compartilhar com o público a dor da perda e as tentativas difíceis de superação. Estreou em 10/05/2013.

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