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Resenha por Miguel Barbieri Jr.

Entre outros prêmios, Azul É a Cor Mais Quente levou a Palma de Ouro no Festival de Cannes deste ano e  foi escolhido o melhor filme estrangeiro pela Associação dos Críticos de Nova York. O diretor tunisiano Abdellatif Kechiche (de O Segredo do Grão) não se intimida em mostrar um relacionamento de mulheres com todos os pingos nos is. Vale o aviso: o longa-metragem possui três longas cenas de sexo bem pesadas com as protagonistas, Léa Seydoux e Adèle Exarchopoulos. Ambas também foram laureadas em Cannes. Magníficas, as duas entregam-se de corpo e alma aos papéis. Jovem descobrindo a sexualidade, Adèle (papel da atriz homônima) está num momento complicado da vida. Ela tem um namoradinho, mas quase nenhum prazer no sexo. Seu cotidiano muda radicalmente ao se aproximar de Emma (Léa), uma lésbica mais velha e assumida. O roteiro é elíptico: são etapas de um relacionamento construído de afinidades, rusgas e rupturas. Não fosse o erotismo explícito, o drama passaria por um arguto registro realista do amor, suas vertentes e fases. Prevaleceu, contudo, a polêmica. Estreou em 6/12/2013.

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