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Resenha por Miguel Barbieri Jr

O diretor espanhol estreou em Hollywood com A Casa de Cera (2005) e agora retoma a ambiência de terror para formatar um suspense de clima tenso e, por isso mesmo, eficiente. Difícil é relevar o amontoado de clichês, as improbabilidades da história e uma conclusão tão surpreendente quanto risível. O enredo enfoca o drama do casal Kate (Vera Farmiga) e John (Peter Sarsgaard). Mãe de duas crianças, ela perdeu um bebê ainda em gestação por conta de uma bebedeira antes de um acidente. O desejo de ter outro filho leva, portanto, Kate, que não consegue mais engravidar, e John a um orfanato católico. Lá, não demoram muito para escolher e levar para casa Esther (Isabelle Fuhrman). Essa garota de 12 anos nascida na Rússia demonstra habilidades notáveis, como tocar Tchaikovsky ao piano e pintar quadros como gente grande. A carinha de anjo, a voz mansa e o figurino de boneca escondem, porém, uma personalidade carente e doentia, capaz de manipular os irmãos e promover a discórdia entre os pais. Tarefa difícil em encarnar a protagonista mirim, a estreante Isabelle Fuhrman cumpre muito bem o papel em atuação de nuances.

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